<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074206356290150814</id><updated>2012-02-16T15:36:24.298-08:00</updated><title type='text'>Léo Marques</title><subtitle type='html'>O mundo me enlouquece, mas ao mesmo tempo me fascina. Entender como o homem se comporta é algo surpeendente e assustador.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Léo Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05578565889266200746</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>26</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074206356290150814.post-6555399337063860825</id><published>2010-06-13T17:06:00.000-07:00</published><updated>2010-06-13T17:12:19.471-07:00</updated><title type='text'>Matéria no Portal Decoração</title><content type='html'>Escrevi uma matéria que talvez vocês gostem. É sobre a cozinha e como ela mudou e se tornou o ambiente mais importante da casa ao longo do século XX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem quiser ler acesse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://www.portaldecoracao.com.br/decoracao/Portugues/detNoticia.php?codnoticia=137"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;http://www.portaldecoracao.com.br/decoracao/Portugues/detNoticia.php?codnoticia=137&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Obrigado pela leitura, sempre!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074206356290150814-6555399337063860825?l=otraficantedeinformacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/feeds/6555399337063860825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074206356290150814&amp;postID=6555399337063860825' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/6555399337063860825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/6555399337063860825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/2010/06/blog-post.html' title='Matéria no Portal Decoração'/><author><name>Léo Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05578565889266200746</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074206356290150814.post-6593301916003084115</id><published>2010-01-25T14:40:00.000-08:00</published><updated>2010-01-25T15:08:52.206-08:00</updated><title type='text'>Alma cosmopolita</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/S14kV_Idj8I/AAAAAAAAAKE/edG8QeEI-gQ/s1600-h/Rua+Augusta.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430818160798175170" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/S14kV_Idj8I/AAAAAAAAAKE/edG8QeEI-gQ/s320/Rua+Augusta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Conhecida pelo seu intenso movimento na madrugada paulistana, a rua Augusta é palco de boa convivência entre várias tribos urbanas &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Por Léo Marques&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Sob o clarão do sol, ela é mais uma rua movimentada de São Paulo, com seus edifícios residenciais e lojas de variados comércios, como roupas, móveis, brinquedos, papelarias e supermercados. Mas é no luar que sua verdadeira face aparece, com suas luzes de néon, com o brilho dos faróis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caetano que me desculpe, mas se hoje São Paulo pudesse se resumir a uma rua, ela com certeza seria a Augusta. Dividida pela avenida Paulista, ela nasce no centro, próximo a Praça Roosevelt, e segue pelo Jardins até a rua Estados Unidos. O local reune tipos tão diferentes de estilos, classes sociais, tribos urbanas que ninguém consegue passar incólume a sua diversidade cultural e sexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ela consegue conectar o lixo ao luxo, reunindo várias tribos nos seus pouco mais de três quilômetros”, resume Facundo Guerra, um dos sócios do Clube Vegas, presente na região há quatro anos. O empresário, que costuma caminhar por toda a Augusta, tem em mente a pluralidade da rua. “Se você passar por ela, desde o início, encontra os gays, as prostitutas, os emos, os punks e os roqueiros, depois, mais acima, vê os ‘intelectualoides’ nos sebos e cinemas do Espaço Unibanco; atravessando a Paulista você vê os ‘irmãos’ do Sara Nossa Terra, depois os burocratas dos edifícios comerciais e os fashionistas próximos das alamedas Lorena e Oscar Freire”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mais paulistana das ruas de São Paulo nasceu como uma simples trilha por volta de 1875. Na época, ela ligava a entrada da Chácara do Capão, hoje rua D. Antônia de Queiroz, à Avenida Paulista. Sua verdadeira vocação começou a aparecer já no final da década de 1950, quando ela representou para os jovens paulistanos o glamour e a diversão, com suas motos envenenadas e seus embalos de sábado à noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lado do centro, o mais movimentado e heterogêneo, é conhecido como Baixo Augusta. A famosa casa de shows Studio SP, antes situada na Vila Madalena, se mudou em 2008 para a rua. “Com o crescimento do Studio e da cena da música ao vivo autoral que acabamos aglutinando, procuramos um lugar maior, de melhor acesso e que tivesse mais a cara de São Paulo e a Augusta sempre foi isso”, conta Alexandre Youssef, um dos donos da casa de show.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de duas décadas de ostracismo, a partir de 2005 a rua reassumiu a sua vocação. O Clube Vegas é apontado por muitos como um dos responsáveis por trazer de volta os jovens da classe média hype paulistana. “Trouxemos um público que não freqüentava a região por medo, porque achava a Augusta violenta, o que não é verdade. Acho que o clube foi um catalisador desse movimento”, diz Guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos quatro anos, importantes bares, boates e casas de show começaram a se instalar na região e atrair diferentes públicos. O lazer cultural é completado por cinemas e teatros. Tudo isso atraiu as mais diferentes tribos urbanas, como os emos, punks, roqueiros, prostitutas, homossexuais e mauricinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de reunir tribos tão diferentes, a boa convivência se manteve. O delegado titular da 4º DP da Consolação, Roberto Naves, comprova isso. “A gente não tem visto muito roubo e os crimes violentos são pontuais. A segurança é sensação. Em termos de incides, a violência hoje na Augusta é tolerante” afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A partir do momento que nós assumimos a delegacia, passamos a aumentar um pouco a preocupação com a rua Augusta, recebendo também o apoio da prefeitura e da polícia militar”, conta o delegado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os seus 16 mil metros quadrados estão o tempo todo vivos. O que mantém todo esse movimento mesmo às duas da madrugada de uma terça-feira, por exemplo, são as opções noturnas de lazer. Baladas como o Vegas, a OUT, a Inferno e a Roxy mantêm viva a alma cosmopolita do Baixo Augusta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lado nobre do logradouro enriquece ainda mais a diversidade cultural e social da rua. Um dos locais mais representativos desse trecho é a Galeria Ouro Fino. Berço de novos estilistas, esse centro de compras já presenciou diversas etapas da Augusta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mônica Araújo, 20 anos como sindica da Galeria e dona de duas lojas, fala com paixão dos tempos áureos de quando começou a trabalhar na Ouro Fino, há 38 anos. “Meu sonho é ver a rua Augusta como era nos anos 70. Ela tinha glamour. Hoje está mal cuidada, o pessoal põe lixo na rua e quando chove desce tudo. Ela devia seguir o exemplo da Oscar Freire”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já Facundo, que inaugurou recentemente dois bares na região, o Z Carniceria e o Volt, acredita que a rua melhorou muito nos últimos anos. “Antes a zona de prostituição prevalecia sobre os clubes de música. Hoje acho que a coisa está mais equilibrada. Quando eu cheguei percebi que aquela região se tornaria uma zona de entretenimento”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Youssef acreditava que a badalação da rua iria com o tempo gerar uma mudança no perfil da Augusta. “Achava que viriam bares chiques e restaurantes bacanas ou redes de fastfood e com o tempo ela se enquadraria nos padrões convencionais. Mas isso não está acontecendo. Parece que as coisas se equilibraram e hoje as novidades da rua e da região convivem com seu lado mais cult e parecem depender disso para fazer sucesso”, diagnostica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio a todo esse turbilhão cultural, um dos personagens mais interessantes da Augusta acompanhou os altos e baixos da rua nos últimos 55 anos. Maurice Plas, o famoso alfaiate francês da loja que leva seu sobrenome, sente saudade da época em que as pessoas faziam compras nas lojas de rua. “Hoje dificilmente senhoras ricas vão baixar aqui por causa das casas noturnas, mas continuarei tocando meu trabalho, sempre fazendo novos modelos de chapéus”, conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde mais seria possível ver uma moça só de calcinha e um rapaz completamente nu andando no meio da pista? Em uma típica garoa do inverno paulistano e sob um frio de 8ºC, a Augusta foi palco de cenas incomuns a qualquer outro lugar. “Em julho de 2006 eu e meu amigo estávamos voltando bêbados e decidimos, num ato insano, tirar a roupa e descer a rua caminhando na faixa amarela. Foi uma noite épica. As pessoas acharam que era uma performance, até os policiais pararam para nos ver passar”, conta entre risos a atriz e moradora da região, Eveline Maria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ato acabou levando-lhe ao hospital por conta de uma inflamação na garganta, mas simboliza a aura que circunda principalmente o lado central do logradouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Acredito que daqui a dois anos esse equilíbrio encontrado hoje no Baixo Augusta entre prostituição e zona de entretenimento se desfaça e a região se torne realmente uma zona de entretenimento como já foi a Vila Olímpia, os Jardins e a Vila Madalena”, aposta Facundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Essa rua é como eu costumo brincar com os meus amigos: o Baixo Augusta é a Palestina, o outro lado é Israel e a Paulista, a faixa de Gaza”, compara o dono do Vegas. Felizmente, sem guerras. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074206356290150814-6593301916003084115?l=otraficantedeinformacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/feeds/6593301916003084115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074206356290150814&amp;postID=6593301916003084115' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/6593301916003084115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/6593301916003084115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/2010/01/alma-cosmopolita.html' title='Alma cosmopolita'/><author><name>Léo Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05578565889266200746</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/S14kV_Idj8I/AAAAAAAAAKE/edG8QeEI-gQ/s72-c/Rua+Augusta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074206356290150814.post-3762494840210976855</id><published>2009-09-03T11:17:00.000-07:00</published><updated>2009-10-09T13:58:30.659-07:00</updated><title type='text'>“Em vez de tapas, levo beijos”*</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;Colunista consagrado, José Simão abre as portas da sua casa e conta detalhes da vida e carreira&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;Por &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;Léo Marques&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;Filho de árabe com loira – como ele mesmo diz –, José Simão, ou Macaco Simão para a maioria dos brasileiros, está entre os colunistas mais lidos do País. Conhecido pelas suas críticas bem humoradas, ele conquistou o respeito de todos de quem costuma falar. São mais de 20 anos como colunista da Folha de São Paulo, oito no site UOL e três na BandNews FM. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;Morador do Jardim Paulista há mais de 10 anos, ele gosta de falar do que os brasileiros já sabem. “Eu só falo sobre o que saiu na mídia. Não investigo, não vou atrás de ninguém. O Brasil inteiro sabe o que estou falando. Brasileiro é assim, se não saiu na televisão, não aconteceu. E se não saí na Tv as pessoas não sabem do que você está falando. E eu não gosto de explicar o que eu estou falando. Eu gosto de falar o que todo mundo já sabe”. Com a palavra, Macaco Simão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/SqAMCU4ZPbI/AAAAAAAAAJ8/M5vzUJBgPC0/s320/jose_simao.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 224px; height: 320px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377311189184888242" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;Léo Marques&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; - Vamos começar com uma pergunta bem simples, só para descontrair. Por que Macaco Simão?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;José Simão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; - Na escola já me chamavam de Macaco Simão. É personagem de literatura infantil. Quando comecei a escrever na Folha, esculhambava tanto – afinal eu sou o esculhambador geral da republica – parecia macaco em loja de louça, uma gandaia. Então resolvi usar esse apelido, porque todo mundo gosta de macaco, está no subconsciente infantil de cada um. O macaco tudo pode, o macaco tem licença poética, todo mundo perdoa o macaco.  Eu poderia ter caído no ridículo com esse apelido, mas como o artista não pode ter medo do ridículo, arrisquei. E fez sucesso! Como eu sempre digo: sou filho de árabe com loira e deu macaco na cabeça. E eu sou pop. Nada acadêmico. Acadêmicos por acadêmicos, prefiro os Acadêmicos do Salgueiro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;LM&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; - E o que é ser Macaco Simão?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;JS&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; - É ser bem macaco mesmo. Primeiro eu gosto mais de ficar acordado do que de dormir. Eu já acordo &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em p￩. Gosto" st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;em pé. Gosto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; de imitar os outros, eu sou elétrico, gosto de dar risada, gosto da alegria, mas também gosto de deitar na rede e pensar. Ser Macaco Simão é falar com as pessoas na rua. Tenho essa aparência meio esnobe, mas sou um vira-lata. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;LM&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; - Conta um pouco como começou a escrever a coluna da Folha de São Paulo?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;JS&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; - Meio por acaso. Precisava de dinheiro e gostava de escrever. Na verdade, gosto mais de falar que escrever, tanto que minha coluna parece falada, introduzi o oral na escrita. Então fiz um teste pra Folha. Apesar de serem todos amigos meus, o teste foi dificílimo, parecia que estava entrando na Academia Brasileira de Letras.  Aí comecei a trabalhar num suplemento da Folha com o Zeca Camargo e a Lilian Pacce.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;LM&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; - Você está na Folha desde 87 – no início você já tinha a liberdade em escrever como hoje?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;Se não, como foi se dando essa conquista?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;JS&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; - Só trabalho com liberdade total! Tanto na Folha, na UOL, na Bandnews FM. E confiam em mim porque sou super responsável. Não sou porra louca, sou louco lúcido.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;LM&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; - Algumas pessoas que você brinca na sua coluna já vieram tomar satisfação com você ou elas sempre levam na esportiva? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;JS&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; - Sou um colunista que em vez de levar tapas, levo beijos! Quem falou isso foi Marilia Gabriela. Estava indo gravar o programa da Gabi com a Feiticeira, que na época eu chamava de Peiticeira, Froticeira (porque ela tava mais malhada que o Frota) e chegando no estúdio nos cumprimentamos, rimos e ela me encheu de beijos. E a Gabi: mas em vez de tapas, ela te dá beijos! É que posso ser até cruel, demolidor, mas jamais baixo astral.  Jamais rancoroso.  Prefiro o humor que o rancor. Por isso as pessoas levam na esportiva.  Às vezes por falta de opção. (risos) Ou como diz um amigo meu: você é o malvado mais bonzinho da imprensa. Ou como disse um dia na Bandnews aquele general de fronteira: eu não tenho medo de terrorista, tenho medo é do Zé Simão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;LM&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; - Você aborda três temas que mais deliciam os brasileiros: sexo, política e futebol. Dentre esses, qual esta mais em ascensão?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;JS&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; - Depende do que ta rolando no momento. Se for política com sexo melhor ainda! Brasileiro gosta de babado, escândalo. E eu também! Escândalo no Brasil não dura mais que sete dias. Logo vem outro!  Eu sempre digo que o trio elétrico do brasileiro é real, bunda e bola. São assuntos prediletos em qualquer padaria do país. Padaria é um fórum de debates. A TV sempre ligada, aí entra um e comenta a noticia do dia, o outro rebate e logo vira um debate. Por isso que criei o meu próprio instituto de pesquisa, o Datapadaria. E brasileiro adora fazer humor com sexo. Sempre foi assim, desde a Dercy, Trapalhões, Casseta (&amp;amp;Planeta), a Praça é Nossa.   Basta reunir quatro pessoas que lá vem esculhambação. Tudo no Brasil tem duplo sentido. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;LM&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; - Por que o Brasil é o país da piada pronta? Tem algum outro que seja mais piada ainda do que o nosso?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;JS&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; - Não tem. Você é cheio de escândalo político no Brasil. Escândalo político no Canadá, por exemplo, é uma financeira que passa um golpe pela web em outra financeira. No Brasil não. No escândalo político, como o do Renan Calheiros, tem amante, tem boi. É meio chanchada. E tudo é meio piada pronta. Por exemplo, no auge do escândalo por causa da amante ele (Renan) tava tentando passar um projeto de fidelidade partidária. Mas num país como esse o humorista tem que trabalhar muito mais porque ele tem que ser mais engraçado do que o fato, do que a piada que já está pronta. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;LM&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; - Os comentários políticos sempre rendem boas risadas. Por quê?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;JS&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; - Comentários políticos rendem boas risadas porque é a vingança, a desforra das pessoas. É aquele meu bordão: nóis sofre, mas nóis goza!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;LM&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; - O que te deixa à vontade para esculhambar, brincar, criticar os outros?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;JS&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; - Tem uma frase de Oswald de Andrade que diz: “só pode esculhambar os outros quem se esculhamba”. E eu sou assim. Por isso que eu me sinto a vontade e intimidade pra esculhambar os outros!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;LM&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; - Você já conheceu muitas personalidades, tanto políticas, quanto da classe artística. Qual delas te marcou mais? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;JS&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; - Nem tantas quanto as pessoas acham, mas a personalidade mais marcante para mim é Hebe Camargo, porque quando encontra com a gente é muita energia. A Marília Gabriela é uma pessoa que eu adoro. Quando a gente se encontra sei que é um papo inteligente, engraçado. Mas eu admiro muitas pessoas como amigas. Não sou muito de “celebrits”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;LM&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; - Você já morou em Londres, viajou por vários países, ou seja, conhece muitas culturas. O que mais te marcou nessas viagens? Alguma curiosidade que valha a pena ser citado?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;JS&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; - O Lugar que eu mais me sinto à vontade é Paris. Se eu quero andar eu ando, eu me sinto bem. Mas o que mais me impressionou foi o Cambodja. O povo é pobre, mas é fofo, tem cultura. Nessa viagem eu encontrei uma menina que vendia cartões-postas, o que seria menina de rua aqui no Brasil. Ela me perguntou de onde eu era. Quando disse que era do Brasil ela imediatamente disse: capital Brasília. Falei: vou levar ela para o Brasil porque acho que nem o Presidente sabe.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;LM&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; - Você tem uma coluna na Folha, tem o Monkey News na web tv da UOL, o programa Ondas Latinas e religiosamente está de segunda a sexta na Band News FM. Ou seja, praticamente todos os meios de comunicação, menos a TV. Já pensou em ter um programa televisivo ou fazer parte de um?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;JS&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; - Eu não gosto. Acho estressante, chato. Tem que ir até a emissora, tem o Ibope, tem ego. Eu prefiro não fazer nada com Tv. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;* Matéria publicada na revista Jardins - &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;Life Style&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt; (São Paulo)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/i&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074206356290150814-3762494840210976855?l=otraficantedeinformacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/feeds/3762494840210976855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074206356290150814&amp;postID=3762494840210976855' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/3762494840210976855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/3762494840210976855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/2009/09/em-vez-tapas-levo-beijos.html' title='“Em vez de tapas, levo beijos”*'/><author><name>Léo Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05578565889266200746</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/SqAMCU4ZPbI/AAAAAAAAAJ8/M5vzUJBgPC0/s72-c/jose_simao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074206356290150814.post-5455414619014714845</id><published>2009-06-13T12:45:00.000-07:00</published><updated>2009-06-23T20:27:54.959-07:00</updated><title type='text'>Fora das ondas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Mais do que um filme de surfistas que se vêem numa relação gay, “De repente, Califórnia” fala do controle da própria vida&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346902696068810786" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 267px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/SjQDrEfCiCI/AAAAAAAAAJs/A1Tpygo2qAI/s400/_resized_11.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por Léo Marques&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Logo na entrada do cinema, uma frase no cartaz do filme anuncia a atmosfera da história: “O O.C gay”. A famosa série americana citada no cartaz se passa na Califórnia, e conta a história de um rapaz pobre que se vê, num acaso do destino, vivendo e morando entre os ricos. Porém, mais do que uma história de belos surfistas californianos, “De repente, Califórnia” (Shelter, em inglês) fala de descobertas, de transpor barreiras e preconceitos. Tudo isso num drama leve e romântico. Sua estreia no Brasil aproveitou o bom momento da Parada Gay para lotar suas sessões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zach (Trevor Wright), o protagonista da trama, é um cozinheiro frustrado de uma lanchonete e sonha em entrar para a escola de artes. Vivendo uma relação conturbada com a ex-namorada, ele abre mão do sonho artístico para cuidar da irmã mais velha, do pai e do sobrinho. Essa submissão aos desejos da irmã, que não tem a mínima responsabilidade para com o próprio filho, acaba levando-o a ocupar o lugar de pai na vida do garoto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua rotina começa a mudar quando reencontra Shaun (Brad Rowe), o irmão mais velho do seu melhor amigo, que voltou para a antiga casa a fim de recuperar a inspiração para escrever um livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que era uma amizade acaba se transformando em atração e os dois dão início a uma relação que para Zach é difícil de compreender. Assumido e diante dos problemas que envolviam Zach, Shaun resolve pressiona-lo para que assuma o controle da própria vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nessa miscelânea de conflitos que vive o protagonista de “De repente, Califórnia”. Apesar dos diálogos pouco aprofundados e de cenas clichês da costa do Pacífico, o filme é embalado por uma trilha sonora de tirar o fôlego e arrancar suspiros dos solteiros e carentes, sejam heterossexuais ou gays.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disponível apenas em dois cinemas de São Paulo, no Unibanco Arteplex do Shopping Frei Caneca e no Espaço Unibanco da Augusta, esse delicioso longa é em suma uma história de família. O filme já ganhou diversos prêmios, entre eles o de melhor ator e de melhor novo diretor (Jonah Markowitz) em mais de dez festivais. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074206356290150814-5455414619014714845?l=otraficantedeinformacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/feeds/5455414619014714845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074206356290150814&amp;postID=5455414619014714845' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/5455414619014714845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/5455414619014714845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/2009/06/fora-das-ondas.html' title='Fora das ondas'/><author><name>Léo Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05578565889266200746</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/SjQDrEfCiCI/AAAAAAAAAJs/A1Tpygo2qAI/s72-c/_resized_11.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074206356290150814.post-8549529050957236423</id><published>2009-03-14T19:21:00.000-07:00</published><updated>2009-03-14T20:03:28.116-07:00</updated><title type='text'>Entre o mar e a serra</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/SbxvcgGK67I/AAAAAAAAAJk/6xWvDcpbR-Q/s1600-h/HPIM4378.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313244195833179058" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 262px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/SbxvcgGK67I/AAAAAAAAAJk/6xWvDcpbR-Q/s400/HPIM4378.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/SbxuQiOsL2I/AAAAAAAAAJc/f2J1csomR0w/s1600-h/HPIM4378.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por Léo Marques&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ubatuba é um daqueles cenários paradisíacos que a gente costuma ver na TV. Suas belas praias, muitas desertas, suas montanhas cobertas por uma densa mata fechada fazem dessa cidade um recanto ideal para quem busca um visual encantador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Último município do litoral norte de São Paulo antes do Rio de Janeiro, Ubatuba tem mais de 100 praias. Sua longa costa super recortada esculpiu enseadas de águas verdes e límpidas. São 104 km de costa com 17 ilhas e 8 ilhotas. A maior delas é a Anchieta, local para onde eram levados os presos políticos no século 17 e 18. A homenagem ao padre que catequizava os índios surgiu pela freqüência com que ele ia visitar o vilarejo e levar comida para as 100 famílias que moravam lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os cenários mais conhecidos desse pedaço do litoral paulista está a Serra do Mar. Seus paredões de mata atlântica foram vistos por milhões de brasileiros na abertura da minissérie global &lt;em&gt;A Muralha&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para preservar toda essa floresta, foi criado em 1977 o Parque Estadual da Serra do Mar. São 315 mil hectares, constituindo a maior área de proteção integral de toda a Mata Atlântica. Este local protege cerca de um quinto de todas as espécies de aves que existem no Brasil e representa 80% do território do município.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “sertão”, como é chamada a área ao pé da serra, guarda importantes atrações para o turista, como a Casa da Farinha. No final do século XIX o local era uma antiga usina de açúcar e álcool. Depois de abandonada, foi aproveitada a roda d’água para movimentar os aviamentos da Casa de Farinha, construída na década de 50. O local foi recuperado 1986 pelo Parque e hoje é considerado patrimônio histórico e cultural. Para chegar até ela é preciso pegar uma estrada de terra com acesso pelo Km 11 da Rodovia Rio-Santos (BR-101).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é só o mar que encanta em Ubatuba, os rios também são importantes atrações para quem visita a cidade, com destaque para o Córregos Duas Irmãs e Lagoinha. Todo esse ambiente permite mais um atrativo para o visitante: a observação de pássaros. O Jeep Tour do Picintour, localizado na praia de Picinguaba, é uma das formas de desfrutar dessas atrações. Aline Pereira de Souza é a pessoa responsável por esses passeios. Ela está autorizada pelo Parque a apresentar ao turista a Cachoeira do Tombador e Ubatubamirim, além da Casa de Farinha e algumas praias desertas como a da Bravo do Camburi. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313238012509013746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 118px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/Sbxp0lazxvI/AAAAAAAAAIs/-FjLg_RCoBg/s200/HPIM4334.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Aline Pereira é uma das responsáveis pelos passeios no Parque Estadual da Serra do Mar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Trópico de Capricórnio&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ubatuba, em tupi-guaraní, quer dizer terra de muitas canoas ou de muitas canas. Ela é a primeira porção de continente a ser cortada pelo Trópico de Capricórnio e onde os primeiros raios de sol do verão dão o ar da sua graça. São mais de 450 anos de história, sendo palco de importantes episódios, como quando, após a confederação dos índios Tamoios, o padre Anchieta foi mantido “preso” na antiga aldeia de Iperoig. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313240543234838498" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 238px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/SbxsH5G3T-I/AAAAAAAAAI0/i-EbjuBVnvs/s320/HPIM4374.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Este local, inclusive, foi onde nasceu Ubatuba. É lá que está o centro da cidade e suas maiores atrações em termos de lazer urbano. Criado em 1991, o Projeto Tamar é um deles. Essa instalação é uma das poucas no Brasil em locais apenas de alimentação das tartarugas marinhas, devido a grande ocorrência delas na costa do município.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O destaque do Projeto Tamar de Ubatuba fica por conta do novo sistema de tanques de 100 mil litros de água marinha, com visores de vidro para observação das tartarugas submersas e uma praia artificial que enriquece o ambiente dos animais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Uma das nossas maiores preocupações se devem às tartarugas que ficam presas nas redes dos pescadores, mas fazemos um trabalho constante de educação ambiental com eles que tem dado um bom resultado, salvando a vida de muito desses animais”, conta Bruno Carvalho, biólogo responsável pelo Centro de Reabilitação de Tartarugas Marinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto que não deve deixar de ser visitado é o Aquário de Ubatuba. São mais de 100 espécies de animais como, piranhas, raias, moréias, tubarões, jacarés e pingüins, distribuídos em 24 tanques. O visitante poderá conhecer um pouco sobre os rios brasileiros e ecossistemas costeiros. Além disso, há o museu da vida marinha, com esqueletos de baleias, golfinhos, tubarões e outras espécies empalhadas, como a barata gigante – existente apenas nas profundezas escuras do oceano – e o baiacu, no momento exato de sua morte – quando ele incha. Tanto Aquário, quanto o Projeto Tamar estão na parte central da cidade e podem ser percorridos a pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gastronomia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gastronomia da cidade é uma atração a parte. Ao longo da praia de Iperoig é possível encontrar bons restaurantes especializados em várias cozinhas. Mas o forte mesmo fica por conta dos pratos feitos com peixes e frutos do mar. A culinária local guarda temperos e sabores que não devem deixar de ser experimentados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para celebrar tamanha diversidade gastronômica, todos os anos a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes realiza na cidade o Festival Gastronômico. Em sua 4ª edição, os restaurantes oferecem pratos especiais em condição promocional sempre no mês de agosto. Eles são elaborados por renomados chefs da região que junto com atrações e intervenções culturais completam o evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A infra-estrutura hoteleira oferece boas opções aos turistas, como o 4 estrelas Ubatuba Palace Hotel. O local possui um ótimo atendimento para quem quer curtir a paisagem sem abrir mão do conforto. Os hospedes desfrutam de massagens terapêuticas, estética – entre elas a redutora e a dreno-modeladora; podem jogar golf no mini-campo feito especialmente para os amantes desse esporte; além de desfrutarem de piscina, sauna e uma excelente cozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O hotel costuma oferecer aos visitantes bicicletas para que eles possam explorar a cidade de uma maneira mais saudável. Essa, inclusive, é uma das formas de locomoção mais utilizadas pela população local, que possui 75 mil habitantes. O veículo tem tanta importância que ganhou faixas exclusivas pintadas no asfalto da rua, além das ciclovias espalhadas ao longo da orla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A região oferece uma outra vantagem: ela está próxima de dois conhecidos recantos turísticos: Paraty e Ilha Bela. Subindo a Rio-Santos, sentido a capital carioca, a histórica cidade, sede da Festa Literária Internacional, estará a uma distância de 71 km. Já o arquipélago, conhecido pelas mansões e freqüência do público classe A e B, fica a 75 km ao sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toninha Arruda Castro, uma das guias turísticas da cidade, explica que Ubatuba tem feito de tudo para se firmar como pólo turístico do país, sempre oferecendo atrações em períodos fora da chamada alta estação – de dezembro a fevereiro. Pelo menos belezas naturais os turistas terão o ano todo, esse já é um bom motivo para não deixar de conhecer esse pedaço de paraíso. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074206356290150814-8549529050957236423?l=otraficantedeinformacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/feeds/8549529050957236423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074206356290150814&amp;postID=8549529050957236423' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/8549529050957236423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/8549529050957236423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/2009/03/entre-o-mar-e-serra.html' title='Entre o mar e a serra'/><author><name>Léo Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05578565889266200746</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/SbxvcgGK67I/AAAAAAAAAJk/6xWvDcpbR-Q/s72-c/HPIM4378.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074206356290150814.post-1882747124386649008</id><published>2008-02-24T20:41:00.000-08:00</published><updated>2008-02-25T13:29:56.174-08:00</updated><title type='text'>Paixão onipresente</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/R8JLU6tj9qI/AAAAAAAAAEY/x7NCLZamFp4/s1600-h/18002.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170778144904574626" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/R8JLU6tj9qI/AAAAAAAAAEY/x7NCLZamFp4/s320/18002.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Por Léo Marques&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O brasileiro, pelo menos é o que dizem as más línguas, é apaixonado por três coisas: futebol, mulher e cerveja. As propagandas da bebida não cansam de explorar o tripé. Quando bate aquele calor, é a ela que muitas vezes recorremos. Nos casamentos, aniversários, batizados, Natal, Ano Novo, show ou nos finais de semana num barzinho. Ela está em todas as comemorações ou numa simples roda de amigos. Mas de que é feita mesmo a cerveja?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A composição básica possui três elementos: o malte, o lúpulo e a levedura. Esse composto é conhecido por Lei da Pureza Alemã que existe na Alemanha desde 1516, criada pelo Duque Guilherme 4º, na Bavária. Ela proíbe a utilização de qualquer ingrediente que não esteja entre os três citados acima e a água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas no Brasil, além dessas matérias-primas, as grandes cervejarias utilizam milho e arroz na composição da bebida. Isso é um dos artifícios usados para baratear o custo. Esses fabricantes ainda usam conservantes ou estabilizadores de espuma. Dessa forma, o preço de cada cerveja sai das fábricas por R$ 0,60 a garrafa. Até chegar a nós, consumidores, há alguns acréscimos tarifários ao longo do caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o Sindicato Nacional das Indústrias de Cerveja, o País possui a quinta maior produção do mundo, com 8,5 bilhões de litros/ano, perdendo apenas para a China (27 bilhões de litros/ano), Estados Unidos (23,6 bilhões de litros/ano), Alemanha (10,5 bilhões de litros/ano) e Rússia (9 bilhões de litros/ano).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar dessa produção e consumo elevados, chegando a 47,6 litros/ano por habitante, o brasileiro conhece pouco sobre a cerveja. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Infelizmente a fabricação do Brasil não está entre as melhores do mundo. Três nações dividem esse posto: a Alemanha, a Bélgica e a Inglaterra. “Todas elas são bem diferentes umas das outras, e todas são maravilhosas”, diz o cervejólogo Edu Passarelli. Por ser a cerveja alemã a mais conhecida do País e eles serem grandes consumidores de lagers (família do estilo pilsen), o brasileiro tende a achá-la melhor. “Mas conhecendo um pouco mais das outras duas, veremos que todas possuem grandes produtos”, complementa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edu, que é formado em gastronomia pela UniFMU (Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas), em São Paulo, e especialista em Gestão de Negócios de Serviços de Alimentação pelo SENAC desvenda ainda um outro questionamento recorrente entre os apreciadores da “gelada”: a diferença entre o chopp e a cerveja. “O chopp nada mais é do que uma cerveja que não foi pasteurizada, ou seja, engarrafada. Está é uma denominação que praticamente só é utilizada no Brasil. Podemos ter “chopp” de diversos estilos de cerveja, mas o mais comum vem do estilo pilsen”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As diferenças na bebida não param por aí. Apesar do tipo mais conhecido ser a dourada, a cerveja escura também é bastante consumida no Brasil. Inicialmente, a variação de cor ocorria devido à torrefação dos maltes utilizados na fórmula. Hoje, as grandes cervejarias costumam utilizar caramelo de milho para escurecer. Isso acaba adocicando as cervejas escuras. Mas as variações na tonalidade da bebida não se restringem a esses dois estilos. Existem ainda as vermelhas, marrons e amarelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170778394012677810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/R8JLjatj9rI/AAAAAAAAAEg/ja-ge62kvao/s200/cerveja_tipos.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a gelada precisa ser tão fria assim? Edu Passarelli acha que não. Para ele, a temperatura ideal depende muito do estilo da cerveja. “O frio inibe a nossa percepção de aromas e sabores, por isso é melhor optar por uma temperatura que varia entre 2°C a 5°C”. Uma pilsen de boa qualidade deve ser consumida entre 2°C e 4˚C. Já uma belgian ale, por exemplo, pode chegar a 10˚C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da baixa qualidade na produção das cervejas mais consumidas nacionalmente, o Brasil possui boas microcervejarias que aplicam a Lei de Pureza. Muitas delas estão localizadas no sul do país, numa região apelidada de Vale das Cervejas Artesanais, em Santa Catarina. O aumento da importação da bebida também faz com que o consumidor tenha a oportunidade de provar o verdadeiro sabor dessa que é a paixão dos brasileiros: a cerveja. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074206356290150814-1882747124386649008?l=otraficantedeinformacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/feeds/1882747124386649008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074206356290150814&amp;postID=1882747124386649008' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/1882747124386649008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/1882747124386649008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/2008/02/paixo-nacional-de-todos-os-dias.html' title='Paixão onipresente'/><author><name>Léo Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05578565889266200746</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/R8JLU6tj9qI/AAAAAAAAAEY/x7NCLZamFp4/s72-c/18002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074206356290150814.post-4281378263839427628</id><published>2008-02-11T16:49:00.001-08:00</published><updated>2008-02-11T17:38:19.815-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Bom, fiquei muito surpreso e feliz quando soube que tinha ganhado dois selos de recomendação para o meu blog. Agradeço ao &lt;a href="http://www.blogger.com/%3Ca"&gt;Ricardo Cazarino&lt;/a&gt; pela indicação. Vou repassar para três pessoas. Dentre elas o próprio Ricardo. Não como forma de agradecimento, mas pelo simples merecimento. O blog dele é show, merece ser lido e comentado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165890643920418402" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/R7DuK6tj9mI/AAAAAAAAAD4/rZ8zbbONIhU/s320/blogcabeacc9.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165894444966475378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/R7DxoKtj9nI/AAAAAAAAAEA/z636BhZQAgw/s320/selo2.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Indicados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/%3Ca"&gt;Palavras sem Fronteiras&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/%3Ca"&gt;Mind Walk&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/%3Ca"&gt;Meu mundo em Movimento&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074206356290150814-4281378263839427628?l=otraficantedeinformacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/feeds/4281378263839427628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074206356290150814&amp;postID=4281378263839427628' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/4281378263839427628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/4281378263839427628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/2008/02/bom-fiquei-muito-surpreso-e-feliz.html' title=''/><author><name>Léo Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05578565889266200746</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/R7DuK6tj9mI/AAAAAAAAAD4/rZ8zbbONIhU/s72-c/blogcabeacc9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074206356290150814.post-5856705476374445913</id><published>2008-02-09T12:33:00.000-08:00</published><updated>2008-02-09T12:48:20.508-08:00</updated><title type='text'>"Meu nome é desafio"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/R64QRatj9gI/AAAAAAAAAC8/MvAY8OUIvxw/s1600-h/Lyu-Arison-(perfil).gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165083714054780418" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/R64QRatj9gI/AAAAAAAAAC8/MvAY8OUIvxw/s320/Lyu-Arison-(perfil).gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Conhecido pelo seu personagem no filme Ó pai ó, Lyu Árison vem demonstrando um talento nato no teatro. O ator e dançarino continua a fazer o papel da travesti Yolanda nos palcos. Atuando desde os oito anos, Lyu vive uma boa fase profissional. Em junho ele começa a gravar o seriado global que leva o mesmo nome do longa que o consagrou e tem planos de atuar numa produção internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Traficante de Informação fez uma entrevista com o artista pelo telefone. Veja o resultado dessa conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Léo Marques&lt;/strong&gt; - O que veio primeiro em sua vida, a dança ou o teatro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lyu Árison&lt;/strong&gt; - Os dois surgiram ao mesmo tempo. Comecei fazendo dança aos oito anos de idade. Saia da Base Naval de Aratu e ia até o antigo Viva Bahia, no Pelourinho, que hoje se chama Balé Folclórico da Bahia. Meu professor, o José Carlos Arandiba, sempre me dizia que todo bailarino tinha que saber cantar, dançar e atuar. Por isso digo que os dois surgiram ao mesmo tempo em minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM&lt;/strong&gt; – Quando o Bando de Teatro Olodum começou a fazer parte da sua história?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LA&lt;/strong&gt; - O convite para atuar no Bando do Teatro Olodum veio depois do filme Ó pai ó. Eu fui convidado pelo Sergio Braga para poder fazer a personagem Yolanda. Alguns atores homens tinham feito teste para o papel, mas Sergio dizia que eles não estavam conseguindo chegar à essência da personagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que eu tenha chegado onde ele queria, já que uma vez, quando estava interpretando Yolanda no teatro, o vi – na época ele já tinha morrido – na platéia aplaudindo de pé. Só consegui enxergar ele, não via mais ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM&lt;/strong&gt; - Você é espírita?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LA&lt;/strong&gt; - Sou sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM&lt;/strong&gt; - E o que te motivou a fazer teatro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LA&lt;/strong&gt; - Eu sempre gostei de arte, desde criança. E acho que para ser um bom artista, tenho que ser completo, por isso faço tudo que pintar pela frente. Meu nome é desafio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM&lt;/strong&gt; - Você continua encenando na peça Ó pai ó, que está em cartaz no Teatro Vila Velha, mas saiu do Bando de Teatro Olodum. Teve algum motivo especial para essa saída?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LA&lt;/strong&gt; – Na verdade eu nunca fiz parte do Bando do Teatro Olodum. O pessoal já me convidou para integrar o “bando”, mas tem algumas coisas lá dentro que não gostei. Então prefiro ficar apenas fazendo participação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM&lt;/strong&gt; - Em uma entrevista recente, veiculado no You Tube, você disse que estava fazendo um filme, mas que não poderia dizer o nome. Você continua guardando este segredo? Poderia falar um pouco sobre o seu papel nesse longa-metragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LA&lt;/strong&gt; - Continuo sem poder dizer o nome. O filme é estrangeiro. Eu ia até contracenar com o ator Heath Ledger (personagem do filme Brokeback Mountain que morreu no último dia 22 desse mês). Estava combinado que eu ia fazer o papel de um guerreiro, mas depois da morte do Heath, não sei como vão ficar as filmagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM&lt;/strong&gt; - E como surgiu o convite para o filme?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LA&lt;/strong&gt; - O diretor do filme me convidou através da Monique Gardenberg (diretora do Ó pai ó). É provável que as gravações comecem no final do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM&lt;/strong&gt; - Você tem vontade de fazer novela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LA&lt;/strong&gt; - Quem não tem vontade? Eu quero fazer de tudo, dançar, atuar, tocar. Eu vivo para a arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM&lt;/strong&gt; - Ó pai ó vai ter um seriado. Quando começam as gravações?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LA&lt;/strong&gt; - As gravações estão marcadas para junho, mas estou proibido de dar informações sobre isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM&lt;/strong&gt; - O que você acha que mudou depois de fazer a travesti Yolanda, neste filme?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LA&lt;/strong&gt; - O reconhecimento. Depois de 20 anos fui reconhecido pelo meu trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM&lt;/strong&gt; - Houve muito assedio nas ruas? Como você lidou com isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LA&lt;/strong&gt; - Ouve um pouco de exagero até. Às vezes tenho que sair disfarçado para ninguém me reconhecer. Mas não gosto dessas besteiras, sou do povo, gosto de andar livremente. Claro que a gente tem que ter paciência e jogo de cintura, afinal, estamos aí para isso. Fico muito feliz por ser reconhecido pelo meu trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM&lt;/strong&gt; - Depois do filme Ó pai ó, muita gente passou a confundir o personagem (travesti) com Lyu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LA&lt;/strong&gt; – Muitas pessoas confundem sim. Muita gente, quando me vê na rua, não me chama pelo meu nome, chama pelo personagem. Eu costumo frisar que Yolanda é apenas um papel, Lyu é que é o ator.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM&lt;/strong&gt; - A temporada de verão de Ó pai ó está terminando. Você vai continuar fazendo o papel de Yolanda nas próximas temporadas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LA&lt;/strong&gt; - Vou sim. Enquanto tiver Ó pai ó, estarei fazendo o papel de Yolanda. No mês de fevereiro ainda temos dois finais de semana de apresentações, uma no dia 16 e 17, e a outra no dia 23 e 24.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM&lt;/strong&gt; - Gostaria de deixar alguma mensagem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LA&lt;/strong&gt; - Esse mundo precisa de paz. E aqui no Brasil precisamos de políticos mais comprometidos com a população. Só vejo roubalheira.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074206356290150814-5856705476374445913?l=otraficantedeinformacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/feeds/5856705476374445913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074206356290150814&amp;postID=5856705476374445913' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/5856705476374445913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/5856705476374445913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/2008/02/meu-nome-desafio.html' title='&quot;Meu nome é desafio&quot;'/><author><name>Léo Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05578565889266200746</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/R64QRatj9gI/AAAAAAAAAC8/MvAY8OUIvxw/s72-c/Lyu-Arison-(perfil).gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074206356290150814.post-5920115940179135192</id><published>2008-01-26T13:53:00.000-08:00</published><updated>2008-01-26T14:29:34.459-08:00</updated><title type='text'>Malê Debalê além do carnaval</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Malê Debalê é uma dos blocos afros mais antigos de Salvador. Fundado em 29 de março de 1979, a entidade nasceu no bairro de Itapuã com o intuito de ajudar a população carente local e de levar o carnaval a um lugar distante do centro. O movimento negro, que começava a se fortalecer na época, foi o principal motor para o crescimento do Malê. O festejo de Momo é o momento de consagração para o bloco. A dança e vestes traduzem o tema escolhido. Neste carnaval, os 120 anos da Lei Áurea são lembrados de forma crítica, já que a libertação dos escravos não foi seguida de uma contrapartida governamental de ajuda àquelas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para falar um pouco sobre a história e os projetos sociais realizados pelo Malê Debalê, o Traficante de Informação conversou com um dos fundadores e vice-presidente do bloco, Miguel Arcanjo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159912016739500242" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/R5uwpA4HANI/AAAAAAAAAC0/2D0d4M5u4cY/s200/Miguel+Arcanjo+1.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Léo Marques&lt;/strong&gt; - Como surgiu o Malê Debalê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Miguel Arcanjo&lt;/strong&gt; - A primeira proposta era criar uma entidade dentro de Itapuã que não só representasse o bairro no carnaval de Salvador, mas também como se fosse um agente de ação do movimento negro na Bahia. Aí começamos a juntar elementos físicos e culturais para criar a base para o surgimento, o fortalecimento e, conseqüentemente, a sobrevivência do Malê Debalê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM&lt;/strong&gt; – Pelo Ilê Aiê ter sido o primeiro bloco afro, podemos dizer que influenciou o Malê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MA&lt;/strong&gt; - De uma certa forma sim. Nós já fazíamos parte de movimentos negros muito antes do Ilê Aiê. Havia muita influência americana dos panteras negras, o movimento Black Power e o soul music.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nessa época também descobrimos que a metodologia e a prática americana não eram a do negro brasileiro. Então pegamos algumas coisas que ajudariam nesse fortalecimento porque nossa simbologia de resistência se resumia única e exclusivamente a Zumbi dos Palmares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM&lt;/strong&gt; - Vocês têm um trabalho social em Itapuã. Fale um pouco sobre ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MA&lt;/strong&gt; - As comunidades pobres, leia-se comunidades negras, são muito carentes. Mas quando a gente fala sobre carência, não é de produtos de consumo, é a de referências. É ter, por exemplo, uma pessoa ou um líder na comunidade à quem se espelhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso de Itapuã, nós nos tornamos a referência, embora nosso poder seja imensamente pequeno para desenvolver grandes ações comunitárias. Buscamos contribuições voluntárias de profissionais liberais, de outras ONGs e de órgãos do governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estamos lá para formar artistas. A responsabilidade maior é formar cidadãos e melhorar a auto-estima deles, incentivando-os a irem à luta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM&lt;/strong&gt; - Mas como vocês colocam isso em prática?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MA&lt;/strong&gt; - Nós temos um curso de percussão, dança e capoeira. Isso é o básico. Fora isso, fizemos convênios com a Secretaria Municipal de Educação (resgate cultural negro desenvolvido dentro da rede pública municipal de ensino) e com o CEFET (informática). Recentemente também demos andamento a um trabalho com a Secretaria de Combate a Pobreza, com apoio do Estado e com a UFBA, onde formamos profissionais de dança num curso de extensão. Buscamos outros convênios nacionais e internacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM&lt;/strong&gt; - Me fale sobre o carnaval desse ano. Qual será o tema?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MA&lt;/strong&gt; - Nós vamos levar a avenida um tema interessantíssimo: “Áurea, 120 anos, e nós?”. É um questionamento que fazemos sobre a abolição da escravatura. Vamos tentar mostrar que a escravidão até nossos dias é algo forjado e que poucos perceberam. Os negros foram simplesmente jogados na rua. Não sabiam ler, escrever, não tinham profissão, foram escravos sempre e só sabiam servir ao senhor. Nessa situação, era sempre explorado. A história foi se proliferando até chegar ao ponto em que chegamos atualmente. E aí a gente pergunta: a partir de quando essa lei vai começar a valer mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ser um tema político, ninguém vai pra rua com cartazes e faixas. Dentro dessa festa vamos mandar o nosso recado de forma poética, colorida e linda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM&lt;/strong&gt; - Como é escolhida a rainha do Malê Debalê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MA&lt;/strong&gt; - O Malê é o único bloco que escolhe a rainha e o rei também. É um trabalho feito com o mesmo galmour de quando eram eleitos os reis e rainhas africanos. É uma festa com essa mistura afro-latina-baiana. Temos 15 candidatas e 10 candidatos que são escolhidos na sede do Malê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM&lt;/strong&gt; - Baseado nesse tema, como vocês imaginaram a fantasia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MA&lt;/strong&gt; - Nós temos o nosso artista plástico Ives Coalha, que faz a estamparia do tecido. São 15 alas. Cada uma fica com uma temática e desenvolve dentro da sua ala roupas características que estejam inseridas no contexto da mensagem que queremos passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM&lt;/strong&gt; - Quais serão os dias que o Malê desfila e onde?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MA&lt;/strong&gt; - Vamos sair na sexta com o Malê e outras tribos. Nesse dia sai o pessoal das alas e da banda. É o dia da festa deles. No sábado e na segunda, o Malê é tradição. Vem completo, com suas alas, fantasias, banda percursiva, cantores, tudo como manda o figurino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No domingo tem o Malêzinho de Itapuã. Pegamos a criançada e os adolescentes com quem desenvolvemos nosso trabalho social durante todo o ano, e os colocamos no bloco durante o domingo em Itapuã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM&lt;/strong&gt; - Foi difícil conseguir patrocínio este ano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MA&lt;/strong&gt; - Patrocínio para bloco afro sempre foi uma coisa um tanto truncada. Ninguém se preocupa se um artista famoso pegou R$ 5 milhões, mas se incomodam se o Malê levar R$ 500 mil. Nós temos todo o trabalho social que já te disse aqui, mas na hora de transformar isso em patrocínio, não acontece. É como se nós fossemos os menores, quando nós somos os maiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Petrobras vai dar esse ano R$ 1,2 milhão para os blocos do pólo de entidades negras. Malê, Ilê, Olodum, Muzenza, Cortejo Afro, Mocambi e Negroides. São sete entidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM&lt;/strong&gt; – Um milhão e duzentos mil reais para dividir entre sete blocos? Não é pouco, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MA&lt;/strong&gt; - Exatamente. Só o carnaval do Malê Debalê está orçado em R$ 600 mil. Isso a gente doando praticamente 90% das fantasias, sendo que pagamos, assim como os outros artistas, os mesmo 70, 80 mil por um trio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda tem uma diferença. Enquanto a fantasia do Malê vem com pano trabalhado, todo pintado, com sandália e tudo o mais, custando individualmente R$ 50, um abadá custa R$ 10. Mesmo com todas essas diferenciações, o patrocínio chega primeiro lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LM&lt;/strong&gt; - Então vocês estão insatisfeitos com o valor que chegou até vocês?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;MA&lt;/strong&gt; - Meu pai tinha um ditado popular que dizia o seguinte: "antes um olho curto do que cego de tudo". Mas não podemos dizer que estamos satisfeitos. Não estamos. O que consideramos é a intenção do novo Governo de corrigir isso de uma forma gradativa. Se o pensamento for esse, está tudo bem. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074206356290150814-5920115940179135192?l=otraficantedeinformacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/feeds/5920115940179135192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074206356290150814&amp;postID=5920115940179135192' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/5920115940179135192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/5920115940179135192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/2008/01/mal-debal-alm-do-carnaval.html' title='Malê Debalê além do carnaval'/><author><name>Léo Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05578565889266200746</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/R5uwpA4HANI/AAAAAAAAAC0/2D0d4M5u4cY/s72-c/Miguel+Arcanjo+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074206356290150814.post-5198687418840753706</id><published>2008-01-13T17:55:00.000-08:00</published><updated>2008-01-13T18:04:12.844-08:00</updated><title type='text'>“Uso porque gosto e me dá muito prazer” - Último Capítulo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nos primeiros quatro meses de 2007, já aos 21 anos, ela teve contato com outras drogas, fora a maconha e a cocaína. Foi quando experimentou o ecstasy e o LSD. Luana tem mais medo dessas duas drogas do que das que usava até então. Seu maior receio é a propriedade sintética que elas possuem e o fato de serem fabricadas para gerar cada vez mais dependência. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Com essas outras drogas, você tem alucinações. Uma vez eu inventei de usar LSD em casa e vi a parede e o guarda-roupa vindo em minha direção, como se estivessem me imprensando. Tive que andar pela casa para ver se passava. Achei aquilo horrível”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como os preços variam, normalmente, o comprador tem mais de uma fonte para conseguir a droga. Para ter acesso à cocaína, ela vai à Ladeira da Barra, trecho nobre do bairro da Barra. Um conhecido rico, morador de um dos altos e luxuosos prédios do local, é o seu fornecedor. Ele vende um grama por 20 reais. Uma certa vez, Luana chegou a comprar 22 gramas por 400 reais, ganhando dois gramas de brinde. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No caso da maconha, há mais oferta em lugares conhecidos, até porque é uma droga usada por ela há oito anos. O modo considerado menos perigoso e mais confortável é o disk drogas. Ou seja, o cliente liga e pede a quantidade que quiser. O “empresário” da droga a leva até a casa da pessoa, sem nenhum custo adicional e de uma forma totalmente discreta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A cannabis também pode ser comprada na mão de amigos, de vizinhos, de uma forma também tranqüila e segura. A boca de fumo, na favela, é uma das alternativas usadas por Luana quando as outras duas opções estão sem a mercadoria. Essa forma é evitada a qualquer custo, mas já ocorreu por três ou quatro vezes. A vendedora, uma velha, atende seus clientes reservadamente, complementando a renda da família com a venda de maconha a R$ 2,50 o cigarro. Há também as da Gamboa e do Calabar, onde Luana já esteve por duas vezes, e encontrou crianças andando armadas nas ruas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Já outras drogas são mais difíceis de comprar, até porque quem tem o “canal” não diz. Ela tem medo de se deixar envolver e prefere nem saber onde consegui-las. Usa apenas quando está com os amigos, em momentos de festa e sempre de graça. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Contudo, às vezes, ela cansa de usar drogas. Foi o que aconteceu nesse carnaval de 2007, quando viajou para uma capital do Nordeste. Foram 11 dias limpa, como ela mesma fez questão de frisar. Sua decisão levou em conta a falta de vontade em se drogar. Como sabia que se ficasse para o carnaval usaria várias drogas, preferiu curtir o período de um modo diferente, passando uma semana e meia sem fumar cigarro de tabaco, de maconha, sem bebidas alcoólicas e sem cheirar nada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não é preciso uma ocasião especial para deixar de usar maconha. O domingo, quando está com os pais, costuma ser saudável, sem nenhuma substância psicoativa. E ela consegue passar o dia bem, sem nenhuma vontade excessiva de usar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Luana tem uma explicação sobre o que a levou para outras drogas mais pesadas que a maconha. Ela desenvolveu sua própria teoria e acredita que isso foi fundamental para o uso de outras substâncias psicoativas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Uma droga acaba levando a outra. Não por achar a outra droga fraca, porque a sensação de uma é completamente diferente da outra. Mas você acaba tendo acesso a outras drogas, e, por conviver com pessoas que usam não só maconha, mas diversos tipos de drogas, acaba se criando uma curiosidade, e saciá-la é fácil, estando nesses ambientes”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIM&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074206356290150814-5198687418840753706?l=otraficantedeinformacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/feeds/5198687418840753706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074206356290150814&amp;postID=5198687418840753706' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/5198687418840753706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/5198687418840753706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/2008/01/uso-porque-gosto-e-me-d-muito-prazer_13.html' title='“Uso porque gosto e me dá muito prazer” - Último Capítulo'/><author><name>Léo Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05578565889266200746</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074206356290150814.post-6584669153079313950</id><published>2008-01-09T04:30:00.001-08:00</published><updated>2008-01-09T04:50:05.922-08:00</updated><title type='text'>“Uso porque gosto e me dá muito prazer” - Capítulo 7</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Atenção, atenção!! Os textos intitulados “Eu uso porque gosto e me dá muito prazer” é uma seqüência, então só vai entender quem ler desde o início. Segundo: É uma história real, é um perfil de uma pessoal real, que fez tudo isso exatamente como está escrito. Terceiro: O texto não é a favor, nem contra o uso de substâncias psicoativas. Eu apenas relato um fato e coloco os prós e os contras dessas substâncias e os motivos que levaram esta jovem (Luana - nome fictício) a usar drogas ilegais. E mais uma coisa. Para aqueles que bradam tanto porque essa jovem usa isso, ou aquilo outro, as bebidas alcoólicas que vocês usam também são substancias psicoativas. A única diferença é que elas são legalizadas. Por sinal, são as que mais matam no mundo. Explicações feitas, vamos dar continuidade ao perfil. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Uso porque gosto e me dá muito prazer”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Luana estava sentada no sofá da sala da casa de uma amiga e conversava animadamente com os amigos. A casa, cheia, parecia uma festa. Na verdade, era apenas mais uma reunião de fumantes da cannabis. A fumaça exalava pela casa como um incenso, impregnando os tecidos com o cheiro forte e inconfundível da erva. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os olhos vermelhos se enchiam de lágrimas. Uma das janelas da casa deixava passar um ar tímido. O grupo, reunido em círculo, conversava sobre tudo. Problemas do país, sobre os últimos acontecimentos, sobre as próximas festas, e todos riam, riam muito. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A conversa foi interrompida pelo barulho da campainha. Alguns ficaram temerosos; talvez fosse algum vizinho reclamando do cheiro que saía pela janela, invadia a rua e os apartamentos próximos. Os presentes no local sabiam que não eram os pais da dona do apartamento. Ela morava sozinha, apesar de sua casa sempre estar cheia de amigos e desconhecidos, os quais buscam ali um refúgio seguro e um ponto de encontro da galera. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O rosto encostou no olho mágico para saber quem era. O porteiro não havia interfonado para avisar sobre a subida de ninguém, isso aumentou ainda mais a tensão. Depois de destrancada, a porta foi aberta de supetão, quase como num ato de invasão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Luana estava no sofá com mais quatro amigas. A garota que acabara de entrar olhou para todos e sorriu, dando um “oi geral” para a galera. Eram todos amigos naquele momento. A ansiedade e a intimidade levaram a “invasora” a entrar na sala um pouco esbaforida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em sua mão, ela trazia algo que ninguém sabia o que era e que não foi revelado num primeiro momento. Apenas caminhou em direção às quatro meninas sentadas calmamente no sofá e abriu a boca de cada uma. Como um cachorro a receber vitaminas pela boca, ela abriu o maxilar das amigas e colocou uma pílula na língua de todas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Esse é para você. Esse aqui para você. Abre a boca, Luana, você vai gostar. E esse é seu”, dizia a amiga que colocava cada pílula de forma cuidadosa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma das meninas até então estava entendendo o que era aquilo, mas, diante da empolgação da amiga, fizeram o que ela pedia. Todas engoliram a seco um comprimido inteiro de ecstasy. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Luana começou a sentir um fogo brotar em seu corpo. Todo ele havia se transformado em uma grande zona erógena, onde cada toque tinha sua sensação multiplicada. O aumento do apetite sexual era perceptível no corpo. Essa libido acentuada durou algumas horas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não foi o caso naquele momento, mas alguns estudiosos, como Milton Santos Lambert, em seu livro “Mitos e Realidade”, dizem que há dificuldades em se alcançar o orgasmo quando se está sob o efeito do ecstasy. No caso dos homens, além desse problema, a substância pode causar alterações na ereção. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Essa foi a primeira das três únicas vezes que Luana usou ecstasy. O ano foi o de 2007, e a “droga do amor”, como é chamada, não a conquistou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**********************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;//Fique atento para o próximo e último capítulo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074206356290150814-6584669153079313950?l=otraficantedeinformacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/feeds/6584669153079313950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074206356290150814&amp;postID=6584669153079313950' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/6584669153079313950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/6584669153079313950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/2008/01/uso-porque-gosto-e-me-d-muito-prazer_09.html' title='“Uso porque gosto e me dá muito prazer” - Capítulo 7'/><author><name>Léo Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05578565889266200746</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074206356290150814.post-9121056143646897359</id><published>2008-01-05T19:09:00.000-08:00</published><updated>2008-01-05T19:23:50.469-08:00</updated><title type='text'>“Uso porque gosto e me dá muito prazer” - Capítulo 6</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A convivência com outros usuários de maconha que, algumas vezes, são também de cocaína, despertou a curiosidade de Luana de experimentar essa droga. Mas o medo de se aventurar por esse caminho mais perigoso a dominava. Não só isso. Antes de surgir essa vontade, ela tinha verdadeira ojeriza a drogas consideradas pesadas. Apesar de sempre ver os amigos as consumindo, ela os criticava e tinha uma péssima visão do hábito. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas, na chegada dos seus 20 anos, a curiosidade pela sensação começava a ser mais forte do que essa repulsa. O fato dos amigos usarem e gostarem muito da droga chamou sua atenção. Mas essa vontade vinha acompanhada do medo da dependência, muito retratada em novelas, filmes, livros e reportagens. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para não correr o risco, ela preferiu se informar antes. Não queria entrar por um caminho obscuro, precisava saber dos detalhes sobre como funciona a cocaína, quais eram os efeitos físicos e psicológicos, e ler relatos de cientistas e usuários, além dos que já tinha ouvido dos amigos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Antes de usar qualquer coisa sempre pesquiso muito, afinal, só tenho uma vida e não posso ficar gastando ela de qualquer forma. Meu maior medo antes de cheirar cocaína era por saber que, ao contrário do vício psicológico da maconha, a dependência da cocaína é ocasionada pelo vício químico”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na primeira vez em que usou a droga, ela ficou elétrica, agoniada. Após usa-la várias vezes, pôde chegar à conclusão de que – a coisa – é realmente como se pinta. Ela foi percebendo, não só nela, mas também nos colegas e amigos, que, depois da terceira vez que se usa cocaína, o corpo começa a pedir mais. Para controlar essa ânsia, ela estabeleceu momentos e lugares para usar a droga, a fim de não cair na armadilha da dependência. Ela tem consciência de que isso pode acontecer, mas tenta ver o uso da substância como simplesmente uma fonte de prazer, nada mais do que isso, sempre atenta a alguma necessidade que por ventura comece a ficar descontrolada. “Se um dia achar que estou sentindo necessidade, falta daquela droga, que a quero desesperadamente, eu vou parar”, acredita Luana. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A experiência com a droga a fez chegar a outras conclusões. Por exemplo, Luana passou a identificar esta substância psicoativa como anti-social. A reação gerada pela cocaína costuma acelerar o curso do pensamento e o metabolismo. Especialistas dizem que apenas isso não estimula ninguém à solidão. Luana concorda, em parte, mas lança mais argumentos para defender sua tese. Ela relata que o preço alto e a quantidade necessária para que se alcance uma onda satisfatória também são fatores cruciais. Um grama seria ideal para obter o efeito esperado, mas, se dividido, já não causa a mesma sensação e o usuário fica apenas na vontade de cheirar mais. Para não sentir essa necessidade, ela prefere cheirar uma carreira inteira, ou, no máximo, dividir com um amigo. Esse seria mais um motivo para que os usuários prefiram a solidão ou, no máximo, a companhia de apenas uma pessoa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Se dividir, vai ficar todo mundo na vontade de cheirar mais. Por isso, é melhor um ficar maluco do que nenhum. Desse jeito, eu sinto a sensação que queria e passo mais tempo sem usar”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas isso vai depender, claro, do extrato social em que a pessoa circula. Se for uma festinha de gente muito rica é possível encontrar pó sendo oferecido na bandeja e ninguém fica regulando quanto cada um vai cheirar. O acesso mais caro e mais difícil à cocaína acaba engendrando formas mais mesquinhas de lidar com a substância. Já a maconha é diferente. O fácil acesso e o preço baixo facilitam os agrupamentos, onde cada um estará com seu cigarro em mãos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como não usa apenas nessas festas, Luana costuma ter uma relação mais egoísta com a substância. “Por isso, geralmente, quando eu uso cocaína, prefiro me trancar, ou, no máximo, chamo duas amigas ou amigos para casa de alguém que mora sozinho, e aí a gente fica lá de virote”. Mas quando é preciso voltar para casa, ela toma todo o cuidado possível para que os pais não percebam. “Quando eu preciso, eu cheiro, cheiro, cheiro e depois eu fumo um ‘morrão’, aí fico mais light, chego em casa tranqüila e consigo dormir”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;//Continua no próximo capítulo&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074206356290150814-9121056143646897359?l=otraficantedeinformacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/feeds/9121056143646897359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074206356290150814&amp;postID=9121056143646897359' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/9121056143646897359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/9121056143646897359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/2008/01/uso-porque-gosto-e-me-d-muito-prazer.html' title='“Uso porque gosto e me dá muito prazer” - Capítulo 6'/><author><name>Léo Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05578565889266200746</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074206356290150814.post-8462469104956540904</id><published>2007-12-23T16:22:00.000-08:00</published><updated>2007-12-23T16:38:13.328-08:00</updated><title type='text'>“Uso porque gosto e me dá muito prazer” - Capítulo 5</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Luana costuma caminhar bem cedo todas as manhãs, antes de o sol começar a queimar sua pele morena, fruto da união do pai negro e da mãe branca. A garota, vaidosa, não deixa a beleza de lado nem por um segundo, apesar de uns quilinhos a mais, motivo pelo qual se exercita todos os dias. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O suor ainda escorria em seu rosto quando ela decidiu parar numa praça, próximo ao local onde costuma caminhar. Sua respiração estava ofegante. O coração ainda batia forte devido ao ritmo acelerado dos últimos minutos. O ar que entrava pelos pulmões de Luana tinha que dividir espaço com a fumaça de alcatrão da cannabis, que invadia a traquéia e entupia os alvéolos – filtro natural dos pulmões. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Seus músculos, há pouco explorados, começavam a relaxar, e o pensamento, longe, viajava no tempo. Luana não acha que maconha faça mal. Para ela, o fato de ser uma erva “natural” exime a droga dos problemas que afetam a saúde física e mental, como maior incidência de infecção nas vias pulmonares, bronquite crônica e probabilidade de câncer. Quanto ao cigarro de tabaco, que fuma numa média de cinco vezes por dia, ela tem mais consciência. O entorpecente quase não lhe proporciona prazer, isso está fazendo com que diminua o consumo por conta própria. Essa vontade de diminuir o consumo de nicotina foi inspirada pelo handball, praticado duas vezes por semana. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No caminho de casa, Luana põe os óculos escuros para esconder os olhos ao longo do trajeto. Chegando ao apartamento, ela toma banho e deita na cama para estudar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois de revisar as últimas anotações feitas na aula do dia anterior e de ler algum trecho da apostila, ela vai ao computador e passa o resto da manhã conversando com amigos através de um programa de mensagens instantâneas. As horas passam à espera do almoço, quer dizer, à espera da “sesta”. Costumeiramente, uma amiga liga para Luana quase todos os dias depois do meio-dia, chamando-a para fumar um “baseado”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A tarde surge no relógio em busca da noite. Às 18 horas, ela já está pronta para ir a faculdade. Para compor o visual, Luana usa muita maquiagem no rosto, cabelos perfeitamente escovados e arrumados. No antebraço vai uma pulseira dourada grossa, com pedras transparentes. Coloca uma sandália de salto alto da mesma cor da pulseira, uma saia jeans um pouco acima dos joelhos, um cinto dourado e uma blusa branca com detalhes da cor do cinto. Na bolsa branca, além do estojo, com lápis, caneta e borracha, e da maquiagem, vão três cigarros de maconha, dentro do maço do cigarro de tabaco. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Luana é uma das poucas privilegiadas deste país. Ela está em mais da metade do curso de jornalismo de uma faculdade particular, graças ao salário dos pais. Pelos dados de 2006, do Ministério da Educação, o Brasil possui pouco mais de 4 milhões de jovens matriculados nas universidades. Essa quantidade fica ainda mais irrisória quando se contabiliza o número de jovens com idade ideal para estar no ensino superior, ou seja, entre 18 e 23 anos. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que esse número é de pouco mais de 20 milhões. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fumar maconha e assistir à aula pode ser considerado um desafio pela ciência, já que a droga costuma ocasionar falta de atenção. Mas a ciência também explica que isso ocorre apenas quando se consome em doses altas. Consciente ou não disso, Luana costuma assistir às aulas após ter fumado doses baixas de marijuana, o suficiente para não “bater onda”, provocando apenas relaxamento e euforia. Para saber se o hábito a estava prejudicando, ela desenvolveu uma técnica. Toda vez que entra “fumada”, ela desenha uma estrela do lado da data da folha do caderno e, quando está em casa, compara com os escritos que não contêm o sinal. O que pôde perceber foi que sua mente ficava mais atenta e ágil para perguntas, aumentando sua participação na aula. Suas notas, pelo menos, não a deixam mentir. Ela costuma passar sempre direto, além de receber boas notas nos trabalhos da faculdade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As teorias de Luana vão além. Ela acha que sua agilidade de raciocínio ao fumar maconha se repete em outras pessoas. “O que noto comigo, e com uma série de amigos que observei, é que o raciocínio fica mais rápido. Eu fico mais lerda na sala quando estou sem fumar”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não são apenas esses os efeitos percebidos por Luana. A criatividade também é melhorada. “Quando estou lúcida tenho várias idéias, mas elas não conseguem ser desenvolvidas, elas existem, mas não consigo externá-las. Já quando fumo maconha, me sinto mais criativa e com um estado de espírito muito melhor para produzir”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esse “auxílio” à criatividade não é apenas estimulado em trabalhos da faculdade ou na produção de matérias jornalísticas feitas para faculdade, mas também em provas. “Só consigo fazer prova onde precise desenvolver um raciocínio, se estiver muito ‘doida’, ‘fumada’. Nesses momentos, consigo ter um desempenho muito melhor do que quando estou sã”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas usar maconha não é uma regra para todas as vezes em que faz uma avaliação. Ela reconhece que essa técnica não funciona bem na hora de fazer uma prova mais objetiva, em que é preciso memorizar certos conceitos. Nesses casos, sua memória recente se perde. Isso acontece pelo uso crônico da cannabis. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na faculdade, ela usa maconha antes de entrar para assistir às aulas, no intervalo e depois, quando sai com os amigos de carro e vão fumar em Villas do Atlântico, local próximo à instituição onde estuda, na cidade de Lauro de Freitas. Desde os 17 anos, quando o consumo começou a aumentar, ela passou a usar a droga quase que diariamente, até chegar a um estágio em que fuma, no mínimo, três cigarros de maconha por dia. Houve épocas mais intensas que a atual, quando ela era acordada pelos amigos chamando-a para fumar na casa de alguém.&lt;br /&gt;&lt;P&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;*******************&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;P&gt;&lt;br /&gt;//Continua no próximo capítulo&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074206356290150814-8462469104956540904?l=otraficantedeinformacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/feeds/8462469104956540904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074206356290150814&amp;postID=8462469104956540904' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/8462469104956540904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/8462469104956540904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/2007/12/uso-porque-gosto-e-me-d-muito-prazer_23.html' title='“Uso porque gosto e me dá muito prazer” - Capítulo 5'/><author><name>Léo Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05578565889266200746</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074206356290150814.post-611229857830997051</id><published>2007-12-18T19:06:00.000-08:00</published><updated>2007-12-18T19:21:17.138-08:00</updated><title type='text'>“Uso porque gosto e me dá muito prazer” - Capítulo 4</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os anos foram passando e a adolescente virou adulta. Com a adolescência se foi boa parte do medo que Luana tinha de ser flagrada. A convivência com usuários lhe rendia bons pontos para consumo sem que ninguém a perturbasse. A área em torno da Faculdade de Jornalismo, da Universidade Federal da Bahia, é um desses pontos. Na verdade, toda a UFBA é conhecida pelo seu ambiente tolerável com relação ao uso de substâncias psicoativas. Não se sabe se essa tolerância é por opção, já que nem a polícia militar nem a civil podem intervir na área, considerada patrimônio federal. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Confiando nessa “paz”, Luana, então com 20 anos, estava lá, sentada, na beira da calçada, apenas apertando o baseado. Acompanhando-a estavam dois amigos, um homem e uma mulher. A erva triturada dava trabalho para entrar no tubo feito com seda de papel. Era como uma arma antiga, daquelas em que se coloca a pólvora no cano e a vai pressionando com uma vara. No caso, o que fazia a pressão para juntar a massa num menor espaço possível era o palito de fósforo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O local, rodeado por floresta densa, inspirava a atitude. Parecia que ela estava numa rua deserta, sem movimento, onde um ou outro carro passava, onde um ou outro segurança circulava. Era dia, mas as nuvens tapavam a luz do sol, o que dava ao lugar um ar ainda mais bucólico, com ventos suaves, como num fim de tarde de inverno. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O cigarro que Luana estava preparando não havia nem alcançado a boca, quando sua concentração foi interrompida por um segurança revoltado. Ele pedia para que a audaciosa garota e seus amigos se retirassem do campus. Parecia que aquela cena estava ocorrendo no local pela primeira vez. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Vocês, por favor, se retirem da Universidade”, disse o segurança. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Luana levantou contrariada. Ela não via no segurança nenhuma jurisprudência para exigir que eles se retirassem. Pela lei, apenas um policial civil ou militar poderia detê-la. Esse era o principal motivo pelo qual milhares de estudantes costumam escolher o local para relaxar sob o prazer da droga. Como um campus federal, a área não pode sofrer nenhuma interferência estadual. Apenas a Polícia Federal ou o exército podem intervir. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Levada presa, ela não poderia ser, mas expulsa da UFBA, sim. Conscientes disso, os três se levantaram batendo em retirada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Vamos, vamos, saiam daqui!”, esbravejava o segurança.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Todos entraram no carro do amigo de Luana e se dirigiram à saída principal. Quando chegaram ao local, o portão estava fechado. O segurança responsável pela abertura estava imóvel, apenas olhando para o carro, sem a pretensão de fazer qualquer movimento. A mesma coisa faziam os jovens expulsos. Ninguém falava, apenas esperavam uma ação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Abra o portão”, disse então Luana, esperando que fosse apenas uma distração do vigia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Não posso”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Por que?”, perguntaram do carro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Recebi ordens para que não deixasse vocês saírem, porque a polícia está vindo”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Por que isso, o que foi que fizemos?”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Vocês estavam fumando maconha”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Abra isso agora ou então vou ligar para meu advogado e dizer que vocês estão me mantendo em cárcere privado, e, até onde eu sei, isso é seqüestro”, disse Luana já sem paciência. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ela tentava desqualificar o segurança de qualquer forma e queria fazê-lo entender que eles não eram criminosos, apenas usuários de drogas. Para conseguir que o portão fosse aberto, Luana usou até mesmo seus conhecimentos sobre a lei, então, recentemente modificada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Segundo a lei 11.343/06, artigo 28, só é considerado criminoso, passível de reclusão na cadeia, aquele que traficar. Nós somos apenas usuários. O que temos aqui é para consumo próprio. Você como segurança deveria ter conhecimento disso”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em grande parte, ela estava certa. Presa ela não poderia ser. A nova lei de usuários de drogas no Brasil mantém apenas três tipos de sanções. Nenhuma delas inclui prisão. A diferença entre traficar e usar vai depender da natureza da droga, da quantidade da substância que esteja em mãos do apreendido, do local e das condições em que se desenvolveu a ação. Além disso, e no caso do nosso país, principalmente por isso, depende das condições sociais e pessoais dos envolvidos, bem como da conduta e dos antecedentes dos agentes policiais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por isso Luana estava tão segura. O máximo que poderia sofrer era uma advertência sobre os efeitos da droga; prestar serviço à comunidade; ou uma medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo. O usuário ainda pode se negar a cumprir essas penas alternativas, recebendo no máximo uma multa por desobedecer a lei. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há alguns anos ela e os amigos poderiam ser internados à força em clínicas de reabilitação. Hoje, dispõem de mais direitos, tendo apenas que comparecer à delegacia, assinar um termo e ir embora. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O discurso só terminou depois que o portão foi aberto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Esse povo está errado e ainda quer ter razão...” foram as últimas palavras ouvidas pelos jovens antes de saírem em direção à rua. O inconformado segurança se viu obrigado a abrir o portão diante de argumentos tão contundentes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Do carro, que iniciara o movimento de partida, Luana proferiu as últimas palavras, encerrando o impasse.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Você que é ousado. Não tem valor jurídico nenhum e quer botar queixo pra cima dos outros”.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;                                                               ********************&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;//Continua no próximo capítulo&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074206356290150814-611229857830997051?l=otraficantedeinformacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/feeds/611229857830997051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074206356290150814&amp;postID=611229857830997051' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/611229857830997051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/611229857830997051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/2007/12/uso-porque-gosto-e-me-d-muito-prazer_18.html' title='“Uso porque gosto e me dá muito prazer” - Capítulo 4'/><author><name>Léo Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05578565889266200746</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074206356290150814.post-2723173895305884336</id><published>2007-12-13T16:06:00.000-08:00</published><updated>2007-12-13T16:58:20.216-08:00</updated><title type='text'>“Uso porque gosto e me dá muito prazer” - Capítulo 3</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os pais de Luana, casados há 28 anos, tiveram três filhos: uma menina com a mesma idade do casamento; um menino, de 23 anos; e Luana, com 21. A mãe, a mais velha do casal, tem 54 anos e trabalha no Diário Oficial. O pai, com 49 anos, é psicólogo e trabalha no setor de recursos humanos de um colégio conceituado de Salvador. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A filha caçula costuma dizer que eles são muito caretas e preconceituosos. O estilo tradicional dos dois vem da religião; o pai é evangélico e freqüentador assíduo da Igreja Batista. Laura absorveu a religião do marido logo que se casaram, mas ainda hoje não gosta e quase não freqüenta a igreja. Por parte do pai, Luana tem um tio e um primo que são pastores. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Apesar de não ter uma religião definida, ela costuma, uma vez ou outra, acompanhar o pai em um dos cultos. A iniciativa é muito mais para agradá-lo do que por vontade própria. Assim como a mãe o fez, Luana acha que, se tivesse que escolher uma religião, escolheria a do pai. A Bíblia é, para ela, o ensinamento de Cristo, e tudo o que está escrito, ou pelo menos quase tudo, é a absoluta verdade. O irmão já foi freqüentador assíduo da igreja, mas há algum tempo perdeu o gosto pela religião.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;A pouca liberdade dispensada por Laura e Marcos acaba levando a caçula a fazer o que quer sem que os pais saibam. “Meu pai e minha mãe sempre pegam muito no meu pé. Eles não gostam que eu vá dormir fora de casa. Eu fico revoltada, porque perco vários ‘reggaes’ por causa disso. Dia de semana mesmo, eles não me deixam sair de casa para ir a nenhuma festa. Por isso, tudo que tenho que fazer, até hoje, faço escondido”.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Apesar dessa aparente rigidez, Marcos é um homem sentimental. Ele perdeu a mãe quando tinha 14 anos. Por ser muito apegado a ela, momentos ligados aos sentimentos familiares quase sempre representam choro. São datas como Dia dos Pais, das Mães e Natal, todas regadas a muitas lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Passado o primeiro susto, aquele do dia em que a mãe descobriu maconha no armário, Luana começou a levar a coisa de uma maneira menos preocupada. Para ela, seus pais sabem que manteve o uso, já que, depois daquele primeiro flagra, a mãe encontrou a droga mais umas três vezes no guarda-roupa da filha. &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Eles vão acabar se acostumando com a idéia”, crê Luana.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Laura, apesar do aparente cansaço nessa luta, continua a resmungar, a dar conselhos e chega, até mesmo, a procurar reportagens sobre drogas e piercing – Luana tem um na língua – para que a filha leia. Mas o tom ameaçador vem diminuindo a cada nova descoberta. &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Da última vez, ela só fez perguntar: você ainda não parou?”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A ousadia é tanta que ela cansa de chegar em casa “fumada”. Mas essa atitude não chega a comprometer sua sobriedade. Ela, muitas vezes, fuma antes de voltar da faculdade, porém não o suficiente para bater onda. Além disso, Luana procura disfarçar não falando muito. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Chego em casa, converso e fico de boa, e ninguém fica sabendo que estou doidona”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;****************************&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;// Continua no próximo capítulo&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074206356290150814-2723173895305884336?l=otraficantedeinformacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/feeds/2723173895305884336/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074206356290150814&amp;postID=2723173895305884336' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/2723173895305884336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/2723173895305884336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/2007/12/uso-porque-gosto-e-me-d-muito-prazer_13.html' title='“Uso porque gosto e me dá muito prazer” - Capítulo 3'/><author><name>Léo Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05578565889266200746</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074206356290150814.post-2184645454053445934</id><published>2007-12-08T15:41:00.000-08:00</published><updated>2007-12-08T16:02:39.206-08:00</updated><title type='text'>“Uso porque gosto e me dá muito prazer” - Capítulo 2</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A cena descrita acima não foi o primeiro nem o último envolvimento dela com a maconha. As drogas, tanto as ilícitas como as lícitas, há muito tempo fazem parte do dia-a-dia da jovem, que hoje tem 21 anos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sua relação com substâncias psicoativas não se iniciara naquela fase, mas, sim, num momento em que seu corpo começava a ganhar formas de mulher. A menina, apelidada, pelo irmão e pelos colegas, de Topo Giggio, quando criança – por conta de uma orelha de abano inexistente –, teve um começo de adolescência, digamos, rebelde. Aos 13 anos, Luana tinha pressa em virar mulher. Como as garotas de sua idade, adorava ir a festas e shows sem os pais por perto. Para conseguir tal façanha, tinha de driblar a vigilância deles, que não a deixavam freqüentar festas consideradas para adultos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com essa idade, ela já enchia seus pulmões de nicotina, sempre nesses ambientes festivos, onde beber e fumar são regra e não exceção. Até hoje ela não largou o cigarro, assim como o álcool, que começou a consumir nessa época. Mas não só foram experimentos maléficos à saúde que permearam as histórias de sua adolescência. Um ano depois de começar a fumar, Luana conheceu um surfista, e eles começaram a namorar. O garoto, na mesma faixa etária que a sua, lhe ensinou, dentre outras coisas, aquilo que ele amava fazer: surfar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141756146822812274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/R1sv-S0OEnI/AAAAAAAAACk/hVGjikc4yW8/s200/maconha.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tempos depois, quando já havia terminado o namoro, ela enganava os pais dizendo que ia para escola, quando, na verdade, escondia debaixo da farda uma roupa apropriada para o surf. Luana demorava de se arrumar de propósito, para que os pais ficassem atrasados e não pudessem esperá-la. Para isso, ficava no espelho só fingindo que faltava pentear o cabelo. Quando eles deixavam o apartamento, a farda era retirada, e ela seguia para a praia com o vizinho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas foi na época em que namorava com o surfista que Luana teve os primeiros contatos com drogas ilícitas. Ela não sentia nenhuma vontade de experimentar, e quando o namorado usava maconha ela ficava apenas observando, olhando o que ele fazia. Aos poucos, a convivência começou a pesar e a tentação de experimentar havia se tornado irresistível. Mas ela não tinha coragem de fazer aquilo na frente de ninguém, afinal, o medo de passar algum vexame era maior do que a vontade. Para resolver essa questão ela optou por experimentar sozinha, em casa. Conseguir a erva sem que o namorado ou qualquer outra pessoa soubesse era mais um desafio. Luana conhecia apenas uma pessoa de confiança, que morava em seu bairro e que poderia lhe ceder um pouco de marijuana. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A decisão de experimentar foi tomada depois de um veraneio passado na companhia do namorado, numa praia do Litoral Norte. Logo que voltou a Salvador, já com a cannabis em mãos, ela esperou os pais saírem para trabalhar e começou a fumar. Talvez a falta de experiência não tenha deixado o efeito agir da forma esperada e aquele dia passou igual a todos os outros. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Naquela mesma época, pouco tempo depois, ela voltou à casa de praia onde havia curtido suas férias. A volta, motivada por uma festa, foi crucial para um novo contato com a erva. Luana estava bêbada, e a mistura talvez tenha potencializado o efeito. A droga finalmente desencadeou a sensação esperada. As coisas passavam lentamente pela sua vista, como num filme em câmera lenta. Suas pernas começaram a suar e a tremer. A mistura das duas drogas – maconha e álcool – a deixou enjoada. O movimento circular das imagens diante dos seus olhos levou-a a vomitar. Hoje, como ela mesma diz, “criou resistência” e nunca mais vomitou. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com 17 anos, ela começou a comprar a droga por conta própria e para uso habitual. Até então ela só usava maconha quando estava na roda de fumo com os amigos; aproveitava que o “beck” passava de mão em mão e dava uma “bicada”. Como alguém que cresce, começa a trabalhar e compra suas próprias coisas, ela não queria mais depender de ninguém. A vontade de consumir a cannabis na hora em que bem entendesse, da forma que quisesse, a levou a optar por comprar e guardá-la em casa. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O mesmo vizinho que tinha lhe dado a “massa” para experimentar como amostra grátis pela primeira vez, agora passou a fornecê-la. Talvez uma estratégia de marketing bem pensada, dando amostras gratuitamente para, depois que o consumidor adquirisse o hábito, poder cobrar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Considero normal meu consumo ter aumentado. Acho que o ser humano tem uma facilidade de se acostumar muito rápido com as coisas. Hoje eu uso, porque gosto e me dá muito prazer”.&lt;/div&gt;&lt;p&gt;                                                           ************************&lt;/p&gt;&lt;p&gt;//Continua no próximo capítulo&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074206356290150814-2184645454053445934?l=otraficantedeinformacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/feeds/2184645454053445934/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074206356290150814&amp;postID=2184645454053445934' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/2184645454053445934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/2184645454053445934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/2007/12/uso-porque-gosto-e-me-d-muito-prazer_08.html' title='“Uso porque gosto e me dá muito prazer” - Capítulo 2'/><author><name>Léo Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05578565889266200746</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/R1sv-S0OEnI/AAAAAAAAACk/hVGjikc4yW8/s72-c/maconha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074206356290150814.post-961991636244766805</id><published>2007-12-04T05:12:00.000-08:00</published><updated>2007-12-04T05:46:15.397-08:00</updated><title type='text'>“Uso porque gosto e me dá muito prazer”</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;       Vou publicar em série um dos perfis que compõe o meu Trabalho de Conclusão de Curso. O livro-reportagem, produzido para o fim do curso, contém quatro perfis, com histórias de jovens de classe média e alta usuários de drogas ilícitas. Esse perfil que vou expor agora foi o mais elogiado pela banca e pelas pessoas que já tiveram a oportunidade de ler o livro. Espero que também gostem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5140111346147136082" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 263px; CURSOR: hand; HEIGHT: 88px; TEXT-ALIGN: center" height="80" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/R1VYCS0OElI/AAAAAAAAACU/pgENpu-UzRk/s320/Fumando+maconha.jpg" width="205" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Uso porque gosto e me dá muito prazer”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Léo Marques&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A fechadura recebeu a chave como de costume, girando, precisamente, de forma a atravessar todos os obstáculos pontiagudos, num espaço milimetricamente destinado a ela. A porta não estava trancada, apenas fechada, por isso a chave não precisou fazer um giro de 360°. A garota que entrava tinha acabado de voltar de um dia de sol na praia. Seus longos e lisos cabelos, de tão escuros, pareciam tingidos. Os fios ainda estavam úmidos quando ela chegou ao apartamento. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No conjunto, lembrava uma índia. Os óculos escuros, de lentes exageradas, tapavam seus grandes olhos. Estes, por sua vez, se escondiam atrás de uma lente azul. A íris artificial lhe conferia um ar sensual, refrescante e charmoso, contrastando com o tom moreno de sua pele. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Seus pais estavam sentados no sofá, à esquerda da porta que acabara de se abrir. Até então, Luana não havia notado nada de diferente no ambiente. Os passos precisos a conduziram em direção ao quarto, mas ela teve de voltar quando uma voz a chamou na sala: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Sente aqui, precisamos conversar com você”, disse sua mãe, de forma meio contida, meio nervosa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sem entender qual era o motivo da conversa, a garota sentou intrigada, porém estava calma para a situação que a esperava. O sofá em que se instalou ficava em frente àquele onde seus pais estavam. Marcos, o pai, balançava o pé sistematicamente, num movimento tão repetitivo que parecia mecânico. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sem muita paciência, Luana pedia aos pais para que adiantassem o assunto da reunião fora de hora. Ela sentia-se incomodada com os resquícios do sal marinho em seu corpo. Sua pele, ao encostar no tecido do sofá, sofria uma sensação urticante. Laura, sua mãe, foi direta na pergunta, guardada há algum tempo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Que história é essa de você fumar maconha?” &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Luana ficou sem reação. Sem resposta. Não esperava aquela pergunta naquela hora. Mas sua mãe não havia deixado espaço para respostas e foi logo emendando:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Me disseram que você estava usando maconha. É verdade?” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A reação foi rápida e mentirosa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Não, mãe, é mentira desse povo. Eu nunca fumei maconha”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já esperando por essa resposta, Laura tirou das costas um pacote e, tentando arrancar a verdade da filha, perguntou:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Então me responda o que significa isso? Quando me disseram eu não acreditei, mas, quando fui vasculhar seu armário, acabei encontrando esse pacote”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Laura tinha essa mania. Vasculhava quase sempre o armário da filha, com a desculpa de que isso era apenas uma forma de cuidado. E era. Como caçula de dois irmãos, Luana se sentia como uma criança diante do cuidado dos pais e da atenção que eles lhe dispensavam. Mas a menina, que se considera a ovelha negra da família, não contribuiu muito para que fosse diferente, já que seu comportamento atípico sempre preocupou os familiares. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dois anos antes, quando Luana tinha apenas 16, a mãe leu um relato no diário dela. Eram aventuras de carnaval. Os textos traziam detalhes de suas primeiras experiências com lança-perfume, típica droga do carnaval de Salvador. A mãe ficou desesperada diante do envolvimento da filha com a substância psicoativa. Não sabia o que fazer, que providência tomar. Para não sofrer nenhuma sanção, Luana inventou a história de que tinha escrito aquelas coisas apenas para testá-la. Laura não acreditou muito na conversa e contestou dizendo que Luana não iria escrever uma coisa que não tivesse vivenciado. Mas a mentira continuou a ser sustentada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aquela mesma cena parecia se repetir na sala da casa da garota então com 18 anos: sua mãe, nervosa e brava, discursava milhares de lições sobre a moral e os bons valores. Seus pais queriam a verdade de Luana. Queriam saber por que ela estava usando maconha. Sem idéia sobre o que dizer, apenas uma justificativa lhe surgiu à cabeça. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Eu comprei só para experimentar”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Talvez a velocidade dos acontecimentos não a tenha deixado pensar de uma forma mais lógica. Sua mãe, já sem paciência, lhe explicitou a grande quantidade de maconha presente no saco plástico.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“E você vai experimentar tudo isso?” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ela não teve fala. Sua língua quieta estava e assim continuou. Laura exigia respostas verdadeiras: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Onde você conseguiu essa droga, em que boca de fumo e quem te disse onde encontrar?” &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com medo do que os pais poderiam fazer, a menina se recusou a falar. Em sua mente confusa e atordoada, seu pai e sua mãe iriam até a boca de fumo ou procurariam encrenca com alguém perigoso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A mãe, apesar de muito abalada com a situação, não chorou, apenas tremia e esbravejava, tentando entender o que se passava com a filha. Já a reação do pai foi completamente oposta: seus olhos, cheios de lágrimas, não agüentaram a pressão. Com a voz abafada e trêmula, a mãe encerrou a discussão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Não entendo por que você tem essa pré-disposição a gostar de drogas...” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os pais apenas sabiam que ela bebia e fumava cigarro, e até hoje nem sonham saber que ela usa outras drogas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;***********************&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;//O perfil continua na próxima terça-feira&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074206356290150814-961991636244766805?l=otraficantedeinformacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/feeds/961991636244766805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074206356290150814&amp;postID=961991636244766805' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/961991636244766805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/961991636244766805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/2007/12/uso-porque-gosto-e-me-d-muito-prazer.html' title='“Uso porque gosto e me dá muito prazer”'/><author><name>Léo Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05578565889266200746</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/R1VYCS0OElI/AAAAAAAAACU/pgENpu-UzRk/s72-c/Fumando+maconha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074206356290150814.post-7977101502427452725</id><published>2007-11-27T15:49:00.000-08:00</published><updated>2007-11-27T16:12:16.203-08:00</updated><title type='text'>Não mais como nossos pais...</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/R0yueLNfruI/AAAAAAAAACM/B5yA3xe9JJM/s1600-h/0645978900-1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5137673108351594210" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/R0yueLNfruI/AAAAAAAAACM/B5yA3xe9JJM/s320/0645978900-1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Por Léo Marques&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nosso modelo de família vem passando por uma reestruturação ao longo dos séculos e continua em constante mutação. As mudanças mais profundas começaram a se dar com a industrialização da Europa, no século XIX. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na ocasião, a vinda das famílias dos campos para as cidades transformou a forma como as pessoas, principalmente os homens, viam o lar. Essa migração fez com que a casa passasse a ser vista como um local a ser recebido pelas pessoas que se amava, um ambiente de descanso, de tranqüilidade.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Uma segunda grande mudança ocorreu a partir da 2ª Guerra Mundial. O baby boom, como ficou conhecido o fenômeno que se deu entre 1946 e 1964, foi responsável pela explosão demográfica na maioria dos países ocidentais, principalmente no Canadá, Estados Unidos, França e Inglaterra. O Brasil também viveu essa explosão, quando passou de 50 milhões para 75 milhões de habitantes, batendo um recorde de crescimento de 2,99% ao ano.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O modelo de família criado nos anos 50 pelos americanos, com grande quantidade de filhos e uma união estável e amorosa entre o casal, foi único durante todo o século XX. Até hoje, muitas pessoas acreditam que esse seja o melhor modelo a ser seguido. Essa estrutura familiar foi vendida para todo o mundo e fazia parte do “Sonho Americano”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Essas famílias eram o núcleo do consumo que caracteriza o país até hoje como a nação que mais consome no mundo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outras mudanças começaram a aparecer e foram se acentuando a partir dos anos 70. A liberação sexual gerou um tipo de família que se tornou cada vez mais comum: filhos com pais separados. Isso ocorreu pela grande quantidade de filhos indesejados tido por casais que não eram casados, nem pretendia seguir esse caminho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A igualdade dos sexos deu a mulher o livre arbítrio e poder econômico para que pudesse ter seus filhos sozinha. Havia também, mais evidente nos anos 90, pais que decidiam ter apenas um filho, e cada vez mais tarde, principalmente nos grandes centros urbanos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com isso, pode-se constatar que as motivações econômicas conduziram novamente à construção de um novo modelo de família. Fenômeno ocorrido também no inicio da era da industrialização européia, como já relatado nas primeiras linhas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Hoje podemos ver um novo tipo de modelo familiar que se forma, cada vez mais comum em países desenvolvidos ocidental: filhos de casais homossexuais. Esse tipo de família lembra em muito características do modelo heterossexual, mas com mudanças obvias nessa relação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As transformações nas estruturas familiares vão continuar em mutação por muitos anos. O século XX abrigou, em um curto espaço de tempo, as mudanças mais radicais do último milênio, ainda em decorrência. O que nos aguardará nesses próximos 100 anos? Talvez não sejamos como Belchior previa, talvez não sejamos como nossos pais. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074206356290150814-7977101502427452725?l=otraficantedeinformacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/feeds/7977101502427452725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074206356290150814&amp;postID=7977101502427452725' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/7977101502427452725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/7977101502427452725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/2007/11/no-mais-como-nossos-pais.html' title='Não mais como nossos pais...'/><author><name>Léo Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05578565889266200746</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/R0yueLNfruI/AAAAAAAAACM/B5yA3xe9JJM/s72-c/0645978900-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074206356290150814.post-7963467620837991783</id><published>2007-11-20T17:20:00.000-08:00</published><updated>2007-11-24T09:58:49.169-08:00</updated><title type='text'>Cidade turística. Quem foi que nos iludiu?</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/R0OLVrNfrtI/AAAAAAAAACE/b8xfnk2Nseo/s1600-h/493349350_9c16055034_b.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5135101204625338066" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/R0OLVrNfrtI/AAAAAAAAACE/b8xfnk2Nseo/s400/493349350_9c16055034_b.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por Léo Marques&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alguém, por favor, poderia avisar a Prefeitura, ao Governo do Estado e a todos os outros políticos de Salvador que ela é uma cidade turística? Eu acho que há muitos anos eles esqueceram desse pequeno detalhe. Andar pelo Centro Histórico, pela orla atlântica ou pela Barra é se deparar, constantemente, com uma paisagem totalmente degradada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou começar com os dois pontos turísticos mais famosos de Salvador. Situados na chamada Cidade Baixa, o Mercado Modelo e o Elevador Lacerda dividem suas imponências com casarões completamente abandonados. No local, com imensa concentração de mendigos, circulam por dia centenas de pessoas que vêm à capital baiana atraídas pelo seu conjunto arquitetônico histórico, pela cultura vibrante e pela orla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, a arquitetura antiga da cidade está caindo aos pedaços, com fachadas sujas, paredes e janelas quebradas, estruturas abaladas e muitas com pavimentos destruídos. Ocupando esses casarões estão mendigos, sem-tetos, traficantes e ladrões, pessoas que em nada ajudam na imagem que Salvador pretende ter de maior destino turístico do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que me joguem pedras, creio que a retirada dessas pessoas seja crucial para aquele trecho da cidade. Só assim ela poderá ser circulada de maneira mais tranqüila, ser contemplada em suas diversas fachadas e explorada de forma devida, cuidando e preservando esse patrimônio que é nosso, é da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses casarões, colados uns nos outros, embaixo do Elevador Lacerda e em frente ao Mercado Modelo, poderiam ser desapropriados e transformados em pousadas, cafés, restaurantes e bares. Seria a Riviera Baiana. Quem conhece Salvador sabe que a beleza fascinante da Baía de Todos os Santos propiciaria, junto com esse cenário que vislumbrei, um ambiente capaz de atrair milhões de turistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não cuidarmos do nosso patrimônio continuaremos recebendo minguados 5 milhões de turistas por ano. Esses números, que incluem o Brasil inteiro, dado as nossas riquezas naturais, paisagísticas, históricas e de lazer, é pífio. A Espanha, por exemplo, recebe por ano quase 50 milhões de turistas. A França recebe 60 milhões. E olhe que somos um país de dimensão continental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se eu, que sou um cidadão da terra, acostumado com a cidade, fico horrorizado quando passo por aquela região, imagine para quem vem de fora, acostumado a países que cuidam de seu patrimônio, com ruas limpas, bem iluminadas, seguras e preservadas. Aqui você não vai encontrar nada disso. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074206356290150814-7963467620837991783?l=otraficantedeinformacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/feeds/7963467620837991783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074206356290150814&amp;postID=7963467620837991783' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/7963467620837991783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/7963467620837991783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/2007/11/cidade-turstica-quem-foi-que-nos-iludiu.html' title='Cidade turística. Quem foi que nos iludiu?'/><author><name>Léo Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05578565889266200746</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/R0OLVrNfrtI/AAAAAAAAACE/b8xfnk2Nseo/s72-c/493349350_9c16055034_b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074206356290150814.post-1788357811667668964</id><published>2007-11-14T06:04:00.000-08:00</published><updated>2007-11-14T06:51:14.035-08:00</updated><title type='text'>A “nova” ditadura</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/RzsEUe4AM9I/AAAAAAAAAB0/kVNdpIAzYu8/s1600-h/300px-Michelangelos_David.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5132700950250664914" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/RzsEUe4AM9I/AAAAAAAAAB0/kVNdpIAzYu8/s320/300px-Michelangelos_David.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Por Léo Marques &lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Desde a Grécia antiga, os Deuses vêm sendo retratados com corpos perfeitos, com músculos precisamente definidos. Essa aparência musculosa lhes dava um equilíbrio não só do corpo, mas do seu poder espiritual, visto que representavam a religião da época. Já o corpo feminino ao longo da história adquiriu várias formas, mas o masculino quase sempre foi o mesmo dentro da cultural ocidental. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao longo desses milhares de anos o homem buscou a perfeição anatômica nas artes que produzia e isso se refletiu nas pessoas comuns do ocidente nos últimos 30 anos do século XX. Só com o modernismo é que essa forma de representação tomou outros rumos. Foram criados novos conceitos, novas técnicas e a arte adquiriu outra intencionalidade, já que a representação perfeita do ser humano e da natureza já era feita pela própria fotografia. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Corpo perfeito é significado de boa saúde. É dessa forma que nosso inconsciente trabalha, apesar de nem sempre ser assim. Para alcançar essa bela forma muitas pessoas sacrificam até a própria saúde usando de artifícios como anabolizantes, hormônios de crescimento ou remédios para emagrecer. É a ditadura do corpo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O Rio de Janeiro é o nosso melhor exemplo. Lá, essa ditadura é muito presente entre os jovens. Aqueles que não fazem parte dessa legião de “modelos” sofrem algum tipo de discriminação por parte da sociedade que cultua o corpo “perfeito”. As praias cariocas são as vitrines dessa moda que, na verdade, não nasceu a pouco tempo, ela começou a surgir com a arte grega para representar seus Deuses.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na história da mulher ocidental o significado de corpo saudável já foi ser gordinha, ser baixinha, não ter seios grandes, tudo isso muito presente nas pinturas e esculturas que retratavam as modelos da época. Hoje, o que vemos é justamente o contrário, a valorização da magreza na mulher é tão grande que chega a desencadear doenças como bulimia nervosa, gerando, entre outros fatores, fraqueza nos ossos e depressão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As academias de ginástica estão repletas de clientes. O Brasil só perde em números para os americanos. O Homo sapiens sapiens ocidental sempre valorizou o formato do corpo e sempre irá valorizar, afinal, em nossa sociedade "futilista", costumamos julgar primeiro a forma, depois o conteúdo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074206356290150814-1788357811667668964?l=otraficantedeinformacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/feeds/1788357811667668964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074206356290150814&amp;postID=1788357811667668964' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/1788357811667668964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/1788357811667668964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/2007/11/nova-ditadura.html' title='A “nova” ditadura'/><author><name>Léo Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05578565889266200746</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/RzsEUe4AM9I/AAAAAAAAAB0/kVNdpIAzYu8/s72-c/300px-Michelangelos_David.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074206356290150814.post-1746318624924223549</id><published>2007-11-11T14:39:00.000-08:00</published><updated>2007-11-11T17:22:37.740-08:00</updated><title type='text'>Quem tem o pé no terreiro são os gaúchos</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/RzeYr_lBRSI/AAAAAAAAABs/1PGw878HUBs/s1600-h/Festa+de+Iemanj%C3%A1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5131738181980472610" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/RzeYr_lBRSI/AAAAAAAAABs/1PGw878HUBs/s200/Festa+de+Iemanj%C3%A1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Por Léo Marques&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A religião existe para o ser humano desde quando houve as primeiras tentativas de entender o mundo. Sem ter explicação para determinados fenômenos, o homem atribuiu a uma força divina, sobrenatural, todo e qualquer evento da natureza. Mas de todas as religiões, entretanto, nenhuma foi tão quanto ou mais perversa que a Católica Apostólica Romana. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;As tantas provas forjadas na inquisição, as cruzadas rumo a uma dominação religiosa desenfreada mataram milhões de pessoas na Europa, em outros países do Ocidente e até no Oriente Médio. Ela foi a mais intolerante de todas a religiões. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Brasil, mesmo não tendo alcançado esse período obscuro da história chamado Idade Média ou Idade das Trevas, sofreu com essa intolerância religiosa. A cruzada realizada no país em torno da religião vinda da África pode ser considerado uma das tantas formas de opressão executados em nome da Biblía. Nos últimos anos, as religiões ditas protestantes têm reforçado essa ignorância referente a outras crenças.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje a cultura do candomblé é bastante presente em várias partes do país, mas é visivelmente destacada na Bahia e no Rio de Janeiro, locais que mais receberam negros escravos, no período da colonização portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apesar dessa dado histórico incontestável, o censo de 2000 revelou um dado absurdo. O Rio Grande do Sul, colonizado predominantemente por portuguêses, alemães e italianos, surpreendeu com a declaração de 121.180 pessoas praticantes do Candomblé ou Umbanda. Na Bahia esse número tiveram irrisórios 21.733 assumidamente praticantes das religiões originárias da África. Somando todos os estados do Nordeste (50.642) não chegam nem a metade dos gaúchos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A única explicação que encontro para esse resultado é a baixa escolaridade da região. O Nordeste concentra grande evasão escolar e baixa qualidade de ensino, sendo uma das áreas mais pobres do país, onde a desigualdade é mais acentuada. Essa baixa escolaridade afeta o cidadão no sentido de assumir e compreender suas crenças e religiosidades, ao subestimar e até renegar sua história e uma memória coletiva. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os números do Rio de Janeiro, compreensíveis, com 182.919 comprovam isso, despontando como o estado com maior número de praticantes do Candomblé/ Umbanda. Até mesmo um estado cosmopolita como São Paulo assume ter mais praticantes dessa religião do que a Bahia. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Sudeste, que possui uma escolaridade mais elevada, despontou na frente com 320.020, um valor seis vezes maior do que o do Nordeste. Existe aí, por tanto, um claro receio de assumir sua identidade religiosa por parte do povo nordestino, muitas vezes levados por uma cultura do catolicismo. Isso acaba desvalorizando a identidade nacional, com um povo que esconde sua história, mitos, ritos e os seus significados. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pode existir uma outra alternativa, essa uma candidata forte também a ser verdadeira. A religião, na Bahia, pelo menos em Salvador, é bastante complexa e misturada. Muitos "católicos" deixam suas flores para Iemanjá no dia 2 de fevereiro e fazem caruru todo ano para São Cosme e São Damião. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É preciso que o país assuma com orgulho suas raízes e cultura. Cada um tem o livre arbítrio para escolher o que quer neste país. Então devemos nos valer disso e não deixar que uma ou outra religião se sobreponha aquilo que acreditamos, afinal, se você tem fé numa religião não tem porque ter vergonha dela. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074206356290150814-1746318624924223549?l=otraficantedeinformacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/feeds/1746318624924223549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074206356290150814&amp;postID=1746318624924223549' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/1746318624924223549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/1746318624924223549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/2007/11/menor-escolaridade-leva-maior.html' title='Quem tem o pé no terreiro são os gaúchos'/><author><name>Léo Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05578565889266200746</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/RzeYr_lBRSI/AAAAAAAAABs/1PGw878HUBs/s72-c/Festa+de+Iemanj%C3%A1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074206356290150814.post-7247010175871128545</id><published>2007-10-28T10:27:00.000-07:00</published><updated>2007-10-28T11:23:02.547-07:00</updated><title type='text'>A política das CPIs</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/RyTR_ROkxNI/AAAAAAAAABQ/d3I06-LOYbw/s1600-h/Bingo-da-CPI.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5126453160740963538" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/RyTR_ROkxNI/AAAAAAAAABQ/d3I06-LOYbw/s400/Bingo-da-CPI.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por Léo Marques&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a história é a mesma. É engraçado como as coisas se repetem no Brasil e todos cometem o mesmo erro, levados pela ineficiência do nosso sistema judiciário, a corrupção de nossos políticos e desatenção da mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma das últimas páginas do livro de Suely Caldas, Jornalismo Econômico, ela conta algumas das lições que aprendeu com as coberturas que fez. "A primeira delas, vejo reprisada em outros casos, nos últimos 18 anos, desde que o congresso retomou seu legítimo poder político. (...) Os parlamentares e suas CPIs só se interessam em apurar práticas de corrupção enquanto os holofotes permanecem acesos para eles. Na CPI do caso BR (1988), por exemplo, os trabalhos foram gradativamente diminuindo, depois foram suspensos e, por fim, esquecidos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Comecei a perceber também que funcionários, políticos e polícia, cada um com seu papel, costumam seguir um script teatral ao enfrentarem casos de corrupção praticados por homens públicos influentes e poderosos. Os políticos de oposição criam CPIs, fazem barulho, juram que os culpados serão punidos e nada acontece. A polícia finge investigar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando um assunto deixa de ser apurado pelos jornalistas e entram na investigação policial, os jornais começam a ficar dependentes do que a polícia descobre. Estando ela envolvida no encobertamento dos casos de corrupção, a mídia acaba produzindo cada vez menos notícias e assim os assuntos vão morrendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém lembra quantas CPIs (Comissão Parlamentar de Inquérito) existiram só nesses últimos 4 anos? Vou citar algumas só para requentar a memória. Tivemos a CPI do Mensalão, dos Sanguessugas, dos Correios, dos Grampos, dos Bingos, das ONGs, do Tráfico de Armas, da Biopirataria e por último o do Apagão Aéreo. Agora me responda: alguém foi punido? Quais foram essas punições? Qual foi o resultado de toda a investigação? A resposta é apenas uma: ninguém sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto os politicos armam o circo em torno de assuntos que deveriam ser resolvidos apenas pela Polícia Federal, diversas leis e projetos importantes ao país deixam de ser votados no Congresso e no Senado, já que os políticos estão interessados apenas em aparecer na mídia e "tentar" resolver questões que não lhes competem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, nós, os bobos da corte, voltamos a dar créditos a esses políticos que saem culpados e impunes, num ato que eu chamo de ignorância coletiva. A prova disso foram os eleitos nas últimas eleições e que estavam envolvidos com o Mensalão e Sanguessugas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os últimos escândalos da política acabaram morrendo na mídia e na lembrança do povo, que, com as eleições, prova que tem o governo que merece. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074206356290150814-7247010175871128545?l=otraficantedeinformacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/feeds/7247010175871128545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074206356290150814&amp;postID=7247010175871128545' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/7247010175871128545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/7247010175871128545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/2007/10/poltica-das-cpis.html' title='A política das CPIs'/><author><name>Léo Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05578565889266200746</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/RyTR_ROkxNI/AAAAAAAAABQ/d3I06-LOYbw/s72-c/Bingo-da-CPI.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074206356290150814.post-730985991812613974</id><published>2007-10-20T14:13:00.001-07:00</published><updated>2007-10-26T21:08:45.331-07:00</updated><title type='text'>A Floresta do Mundo</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/RxpvldsIv0I/AAAAAAAAABA/5pyQb43FbjA/s1600-h/Amazonas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5123530215502954306" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/RxpvldsIv0I/AAAAAAAAABA/5pyQb43FbjA/s320/Amazonas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Por Léo Marques&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há exatamente um ano o ministro do meio ambiente da Inglaterra, David Miliband, lançava uma proposta no parlamento para privatizar a floresta amazônica. O então primeiro ministro na época, Tony Blair, apoiou a iniciativa. Aquele foi um primeiro movimento mundial para a tomada da Amazonia. Eles negaram qualquer coisa desse tipo, eu não acredito. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao longo do século XX dispertamos a atenção do mundo pela grandiosidade de nossas riquezas naturais. Temos a maior floresta do mundo (Amazônica), a maior planice alagada do mundo (Pantanal), o maior rio do mundo (Rio Amazonas), a maior reserva subterranea de água doce do mundo (Aqüífero Guarani) e a maior diversidade de animais e vegetais do planeta. Apesar disso, conduzimos nossas reservas de forma a dar fim a tudo que temos de riqueza natural. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Trago esse assunto novamente porque a retomada do crescente aumento do desmatamento e o consequente descuido com a nossa floresta pode ser mais um aliado aos interesses dos países ricos do norte. Não seria absurdo temer pelo futuro do nosso país. Uma terceira ou quarta guerra mundial não vai demorar muito para acontecer. Os países desenvolvidos possuem cada vez menos recursos naturais e os países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento cuidam muito mal deles. Haverá uma busca enlouquecida por esses recursos, fundamentais para o equilíbrio da terra e a sobrevivência humana. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Claro que nosso descuido não justifica uma intervenção mundial, mas se continuarmos do jeito que está, seremos atacados de forma legitima com a desculpa de estarmos destruindo o pouco que resta da natureza. Falta de água, por exemplo, é uma realidade já vivida por muitas famílias no mundo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa que me angustia é a possível ganância por trás dessa proteção. Muitos podem não saber, mas existe, em uma das reservas indíginas da floresta amazônica, a maior reserva de diamantes do mundo. Será que um dia irei cobrir, aqui mesmo no Brasil, mais uma guerra mundial? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074206356290150814-730985991812613974?l=otraficantedeinformacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/feeds/730985991812613974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074206356290150814&amp;postID=730985991812613974' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/730985991812613974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/730985991812613974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/2007/10/floresta-do-mundo.html' title='A Floresta do Mundo'/><author><name>Léo Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05578565889266200746</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/RxpvldsIv0I/AAAAAAAAABA/5pyQb43FbjA/s72-c/Amazonas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074206356290150814.post-1621903587627429868</id><published>2007-10-20T14:11:00.000-07:00</published><updated>2007-10-20T14:13:13.438-07:00</updated><title type='text'>O Interior é aqui</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/RxpvPdsIvzI/AAAAAAAAAA4/6h7Tn9cFd4M/s1600-h/Assistindo+TV.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5123529837545832242" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/RxpvPdsIvzI/AAAAAAAAAA4/6h7Tn9cFd4M/s200/Assistindo+TV.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por Léo Marques&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que vou falar não é novidade para muita gente, mas vai embasar o que vem depois. Salvador é a terceira maior capital do país, a maior do Nordeste. Cidade turística, ela é o segundo maior destino para o turismo de lazer. Suas belas praias, arquitetura antiga e cultura forte atraem gente do mundo todo. Apesar de tudo isso, desse potencial, em termos de lazer, Salvador peca pela falta de suporte àqueles que querem desfrutar da noite soteropolitana. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sair depois de meia noite para jantar, ir a um barzinho ou café pode ser um transtorno e terminar num fim de noite sentado em casa, comendo pipoca e assistindo filme. Sei que é um pouco forçado comparar essa mera cidade provinciana à cidade de São Paulo. Mas quando se fala em noite, a comparação se torna inevitável. Aquela sim é uma cidade que merece o título que tem. São Paulo, com suas ruas super movimentadas a luz do dia, a noite se torna tranqüila, mas não menos agitada. Ela realmente não para. Seus restaurantes, bares e cafés permanecem abertos sempre. Você pode sair andando pelas ruas frias da madrugada paulista que sempre vai encontrar alguém vindo ou indo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas voltando a nossa realidade regional, tudo se torna muito decepcionante. Salvador não está preparada para receber aqueles turistas que vêm dispostos a curti-la em sua integridade e sem restrições de horário. Esquece que boate não é o único meio de diversão e de aproveitar a noite com os amigos, ou companheiro/a. Os visitantes, e soteropolitanos, querem mais. Querem pegar o carro, ou sair andando pelos bairros, normalmente lotados de dia, e vê-los funcionando a todo vapor. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os empresários e, a própria população da capital baiana, não estão acostumadas ao ambiente noturno, se comportam como cidades pequenas, em que o comércio e as principais atrações fecham no máximo as dez da noite. Aqui em Salvador o horário se estende um pouco mais, porém, pouco para quem pretende voltar para casa as quatro da manhã. Talvez a falta de coragem dos empresários nesse tipo de investimento seja sustentada pela fato de Salvador ter a segunda menor renda per capita dentre as capitais do país. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem se aventura provavelmente vai rodar muito e não encontrar nada, pelo menos aquilo que esteja procurando. Depois disso, vão-se todos bater com a porta na cara, e terminar no Habib's, comendo esfihas e encontrando as mesmas pessoas que, por falta de opção, depositam ali suas últimas esperanças de curtir a noite de Salvador. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074206356290150814-1621903587627429868?l=otraficantedeinformacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/feeds/1621903587627429868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074206356290150814&amp;postID=1621903587627429868' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/1621903587627429868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/1621903587627429868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/2007/10/o-interior-aqui.html' title='O Interior é aqui'/><author><name>Léo Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05578565889266200746</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/RxpvPdsIvzI/AAAAAAAAAA4/6h7Tn9cFd4M/s72-c/Assistindo+TV.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074206356290150814.post-1343013096726493431</id><published>2007-10-20T14:09:00.000-07:00</published><updated>2007-10-25T12:48:22.263-07:00</updated><title type='text'>E nossa elite continua branca</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/Rxpu09sIvyI/AAAAAAAAAAw/p7QEU_JrfaM/s1600-h/assalto.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5123529382279298850" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/Rxpu09sIvyI/AAAAAAAAAAw/p7QEU_JrfaM/s320/assalto.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Por Léo Marques&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;É engraçado como falamos em direitos, em que proclamamos o direito. "Todo mundo tem direitos iguais perante a lei". Creio que seja exatamente justiça o que está faltando para os nossos direitos. Quando olho nas ruas e vejo crianças sentadas nas marquises, fazendo malabares ou vendendo balas, fico pensando o quanto elas já perderam, o quanto elas já deixaram de aprender na escola para aprender nas ruas. Pior ainda para aqueles que optam por ganhar dinheiro não para sustentar seus ossos em pé, comprando alimentos para si e para a família, mas para sustentar o vício e a violência em índices astronômicos. &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;É interessante como a nossa elite ainda continua branca, cercada em seus castelos com muros cada vez mais altos. Esta mesma elite, ao qual de certa maneira me enquadro, está se isolando e perdendo a paixão pelo contato que tanto marca o povo brasileiro, sofrendo o efeito de uma reação que ela mesma causou. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para constatar como nossa elite continua branca, basta ir aos desfiles de moda, as boates mais requintadas da cidade, aos bons restaurantes e aos colégios particulares de excelência. Moro numa cidade essencialmente negra, composta por um caldeirão cultural que faz de Salvador um dos locais mais visitados deste país. Mas parece que essa mesma cidade, rica em cultura, fecha os olhos para o que está a sua volta. Continuamos com medo, caminhando com olhares assustados, aflitos e angustiados com o que pode nos acontecer a cada vez que viramos uma esquina. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Isso é um assalto, me passa tudo mauricinho". Assim nossas elites percebem que apesar dos muros e carros, estamos expostos a sofrer algum tipo de violência a qualquer momento. "Não tenho nada aqui", é o que diz o menino assustado, criado num mundo cercado de proteções. "Me passa tudo, se não eu te furo", e com um golpe no estômago nossa elite vai se acuando e chorando. Não percebe o quanto caminhamos para longe de um convívio pacífico, sem violências. Mesmo sofrendo todos esses pesares, tapamos nossos ouvidos, fechamos nossos olhos e nos trancamos em casa para chorar e esperar mais um assalto. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A segurança só virá com uma maior distribuição de renda, com um apóio aos meninos que representarão o futuro do nosso país. Educação, Educação, Educação. É nessa tecla que temos que bater. Mas não basta enfiar as crianças nas escolas, temos que oferecer um ensino de qualidade e parar de querer concentrar as atenções na ponta do sistema. As universidades servem quase que exclusivamente as nossas elites. Temos que fortalecer as bases do processo, para evitar meninos ignorantes sem perspectiva de vida. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074206356290150814-1343013096726493431?l=otraficantedeinformacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/feeds/1343013096726493431/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074206356290150814&amp;postID=1343013096726493431' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/1343013096726493431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/1343013096726493431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/2007/10/e-nossa-elite-continua-branca.html' title='E nossa elite continua branca'/><author><name>Léo Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05578565889266200746</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_IE1w-9cijU0/Rxpu09sIvyI/AAAAAAAAAAw/p7QEU_JrfaM/s72-c/assalto.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074206356290150814.post-8356939402919461981</id><published>2007-10-20T14:08:00.000-07:00</published><updated>2007-10-20T14:09:22.035-07:00</updated><title type='text'>Refazendo...</title><content type='html'>Bom, como eu não estava mais conseguindo ter acesso ao meu outro blog, tive que fazer um novo. Prometo não esquecer mais a senha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste espaço quero postar artigos, reportagens e fazer comentários de algo que ache relevante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que aproveitem bem o espaço. Aceito críticas e sugestões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejam bem vindos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074206356290150814-8356939402919461981?l=otraficantedeinformacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/feeds/8356939402919461981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074206356290150814&amp;postID=8356939402919461981' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/8356939402919461981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9074206356290150814/posts/default/8356939402919461981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://otraficantedeinformacao.blogspot.com/2007/10/refazendo.html' title='Refazendo...'/><author><name>Léo Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05578565889266200746</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
